Documentário em curta metragem, Ilha das Flores, escrito e dirigido por Jorge Furtado, é um marco da produção cinematográfica brasileira.Produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre, concorreu no Famoso Festival de Cinema de Gramado, em sua 17ª edição, em 1989, arrebatando o prêmio de Melhor #Filme de Curta Metragem e mais 8 prêmios. Foi um início avassalador!

Mas o melhor estava por vir. Credenciado pelas distinções recebidas em Gramado, no Rio Grande do Sul, inscreveu-se, em 1990, no 40º Festival de Berlim e há 25 anos, recebeu o cobiçado Urso de Prata.

Premiado como o melhor curta-metragem brasileiro do ano de 1990, com o Prêmio Air France e também pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, como o melhor curta brasileiro , que conferiu o Prêmio Margarida de Prata, seguiu em 1991 a receber o merecido reconhecimento.

Publicidade
Publicidade

Foi agraciado com Premio Especial do Júri e Melhor Filme do Júri Popular no 3° Festival de Clermont-Ferrand, França, 1991. Ganhou o "Blue Ribbon Award" no American Film and Video Festival, New York, 1991. Conquistou o premio de Melhor Filme no 7º No-Budget Kurzfilmfestival em Hamburgo. Alemanha, 1991. Eleito pela crítica européia como um dos 100 mais importantes curtas-metragens do século (XX), Ilha das Flores, 26 anos depois de produzido, continua como ponto de referência indiscutível da filmografia brasileira e latina.

Jorge furtado, de intensa presença na sétima #Arte, relata que o gênero descritivo do filme, em estilo científico, teve inspiração nas suas leituras de Kurt Vonnegut autor de Café-da-manhã dos Campeões e de Matadouro Cinco, obra que inspirou o impressionante filme homônimo.

Publicidade

Apesar do título indicar, talvez, algo sobre uma ilha paradisíaca, a Ilha das Flores real, na periferia de Porto Alegre, tinha para mostrar um depósito de lixo, onde seres humanos, cães e porcos disputavam o alimento, trazido por caminhões-caçamba, que faziam recolhimento de lixo nas áreas nobres de Porto Alegre e o depositavam na ilha.

Ilha das Flores mostra a cruel desigualdade social e a forma como muitos pobres tentam sobreviver.

Felizmente, 26 anos passados, o depósito de lixo do filme já não existe no local e os programas sociais, pouco a pouco, vão içando o povo do poço de miséria em que muitos se encontravam, não só na Ilha das Flores, mas pelo Brasil inteiro. #Entretenimento