Se o leitor é fã de rock e não quer morrer sem ver o Papa da verve mais crua e pesada deste estilo, é bom se apressar. Ian "Lemmy" Kilmister reapareceu em uma mensagem gravada para as redes sociais, dois dias depois de o Motörhead cancelar sua apresentação no Monsters Of Rock, que aconteceria no último dia 25. Visivelmente abatido, o líder da banda mais emblemática do gênero de todos os tempos tranquilizou os fãs, mas quem viu a performance de Lemmy na noite da última terça-feira, dia 28, em Curitiba, notou que a idade e os abusos de décadas mandaram uma conta bem alta para o músico. O desta quinta-feira, dia 29, em Porto Alegre, está confirmadíssimo.

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Então, é correr para lá!

Esta não foi a primeira vez que Lemmy "bateu pino" - para quem não sabe, o nome do grupo remete ao cabeçote dos motores automotivos e, também, aos viciados em anfetamina da década de 70. O baixista da voz rouca, que completa 70 anos em dezembro, saiu de cena entre 2013 e meados do ano passado para dar uma recauchutada – problemas cardíacos e diabetes o levaram à mesa de cirurgia.

Tecnicamente, Lemmy quase parou de fumar e trocou o Jack Daniel’s – ele bebeu, religiosamente, uma garrafa inteira do whiskey do Tennessee por 28 anos – por vinho rosé. “Vou seguir minha carreira até quanto puder, mas da maneira que sempre foi”, disse em entrevista à “Rolling Stone”, no final de 2014. “Eu não conseguiria fazer o que faço de forma diferente ou apenas por dinheiro.

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Já vi muita gente fazer isso e é, simplesmente, ridículo. Eu tenho uma obrigação para com os fãs que me colocaram aqui”.

Lemmy disse, no documentário Motörhead: Live Fast, Die Old, do Channel 4, que já foi para cama com cerca de 1.200 mulheres, mas  ganhou reputação inigualável, no meio artístico, pelo exagero no consumo de anfetaminas e LSD – e isso desde a década de 70!

“Experimentei de tudo, menos heroína, e realmente me dei bem com o ‘speed’. Não dá para guiar por nove horas, de Londres para Glasgow, como fazíamos no início, e entrar no palco limpinho e cheiroso”, relembra o dono da verruga mais cultuada do rock. Há menos de um ano, Lemmy reconheceu que o Motörhead poderia inverter as coisas e passar menos tempo na estrada e mais no estúdio. “Tenho quase 70 anos e sei o que o tempo passa para todo mundo. Como isso foi acontecer comigo!?”

Alheio à idade e suas limitações, Lemmy está com a agenda cheia até dezembro. Depois de Porto Alegre, Buenos Aires e Santiago, o Motörhead embarca para uma turnê europeia que passa pela Alemanha, Suíça, Áustria, Bélgica, Luxemburgo, Reino Unido, Hungria, Polônia, Sérvia e Espanha; entre junho e julho, vai a Miami em setembro e retorna ao Velho Continente para apresentações na Alemanha, Dinamarca, Noruega e Finlândia, entre novembro e dezembro.

Apesar do cansaço indisfarçável, Lemmy garante: “Ainda não estou morto!” #Entretenimento #Famosos #Música