Neste sábado milhares e milhares de europeus pararam na frente da tv para assistir a grande final doEurovision 2015, um festival de #Música do tipo país contra país, onde cada nação leva para o palco e seu representante. Nunca ouviu falar? Normal. O fenômeno é restritamente europeu e a competição apaixona o público dos países participantes com tweets e post inflamados nas redes sociais e, claro, o voto via telefone. Ano passado, a grande rainha foi Conchita Wurst, cantora transsexual com um rosto e voz difícil de esquecer. Em 2015, o grande campeão foi Måns Zelmerlöw, cantor sueco boa pinta, vencedor com o hit "Hereos".

Através do tele voto, Måns passou na frente da bela e talentosa Polina Gagarina (com a música “A Million Voices”) e enterrou a expectativa grande dos favoritos do Il Volo, trio de jovens tenores  italianos  vencedores do Festival de Sanremo, em casa, com a música “Grande Amore” e com uma respeitosa carreira internacional. Como em um tabuleiro de “War”, o famoso jogo de estratégia, o voto dos telespectadores revela as afinidades políticas, sociais e culturais entre os países e é divertido tentar adivinhar para quem vai a pontuação mais alta (12 pontos) na hora de preencher a tabela. O segundo lugar conquistado pela Rússia poderia explicar o fenômeno visto que a música de Gagarina não é exatamente algo para entrar para a história do concurso.

Essa é a sexta vez que a Suécia vence o Eurovision e a classificação dos países na competição confirma a intuição dos bookmakers que apostaram suas fichas (sim, tem isso também) nos dez primeiros colocados com a Bélgica na quarta posição, Austrália – país convidado especial – na quinta, Letônia, Estônia, Noruega, Israel e Sérvia na sequência. A concurso existe desde 1956 e o formato é inspirado no Festival de Sanremo que acontece todos os anos na Itália.

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A edição 2015, que comemora os 60 anos de existência do concurso, contou com 40 músicas/países dos quais apenas 27 participaram da grande final de ontem, em Viena, no Wiener Stadthalle. O próximo será na Suécia, pátria do vencedor da edição 2015.

De acordo com a organização do evento, o Eurovision 2015 alcançou um share de audiência televisiva de 195 milhões de pessoas, em 45 países e na China, onde foi transmitido pela primeira vez. O show foi acompanhado pela imprensa de 85 países, com 1,6 mil jornalistas credenciados. O vencedor, Mans Zermelow, como era de se esperar, é uma pop star na Suécia: participou da edição local do show de talentos "Idol" e ganhou fama como protagonista de outro reality show, o Dancing with The Stars sueco onde chegou na final. Com o sucesso, consegue entrar para o elenco da versão sueca do musical Grease. Agora é esperar para ver – e ouvir – se o troféu Eurovision 2015 vai fazer o bonitão conquistar toda a #Europa. #Comportamento