Depois de um bom tempo sem se apresentar no Rio de Janeiro, Jorge Ben Jor tocará no Circo Voador da Lapa com sua tradicional "Banda do Zé Pretinho", no dia 7 de agosto. Provavelmente, certos clássicos como "Engenho de Dentro", "Mas que Nada" e "Taj Mahal" estarão dentro do repertório do show do experiente cantor, que possui mais de 50 anos de carreira.

Jorge Duílio Lima Meneses está com 70 anos de idade e parece que o tempo não o fez envelhecer. Ainda torcendo fervorosamente pelo Flamengo e desfilando pelo Salgueiro todos os anos, continua em plena forma, empunhando sua guitarra e fiel banda, encharcando o palco com suor de pura alegria, entonando seu próprio estilo que é uma mistura brasileiríssima de rock, samba, soul, bossa nova, funk, num termo que pode ser sido inventado pelo próprio: "samba-rock" ou "sambalanço".

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Suas canções foram regravadas por várias bandas e músicos de gerações seguintes, como os Paralamas do Sucesso, Pedro Luís e a Parede e Mundo Livre S/A.

Quando ainda se chamava "Jorge Ben", o músico gravou seu primeiro Lp em 1963 - "Samba Esquema Novo" - emplacando o sucesso "Mas que Nada" (Mas que nada / Sai da minha frente eu quero passar / O samba está animado / Que eu quero é sambar....)

Graças ao consagrado pianista e compositor brasileiro Sérgio Mendes, que gravou sua versão desse primeiro sucesso de Ben, "Mas que Nada" é uma das canções mais conhecidas no exterior, principalmente nos Estados Unidos, país que o niteroiense Mendes adotou como pátria há muitos anos.

Mas Jorge Ben Jor também fez um grande sucesso nos Estados Unidos no final dos anos 80, tornando-se tão famoso por lá, quando se deu o episódio da troca de nome.

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Jorge Ben virou Jorge Ben Jor para evitar confusões com o músico americano George Benson (nascido em Pittsburgh, Pensilvânia), quando muitos acreditavam que a troca de nome fosse uma influência da numerologia.

Nesse mesmo período, Jorge Ben Jor lançava "W/Brasil (Chama o Síndico)", um estrondoso sucesso, cuja letra homenageava o amigo de juventude Tim Maia, inventando mais um apelido para Tim, que se encaixou como uma luva.

E pegando parte da letra de seu primeiro sucesso, poder-se-ia fazer uma paródia com ela, virando "Um show como esse tão legal, você não vai querer que chegue no final", pois, provavelmente, a apresentação de Jorge, que é sempre repleta de alegria e descontração, e costuma durar cerca de 3 horas, deverá ter a essência exata deste verso para seus fãs. #Música #Rio Cultura