De acordo com a Associação Nacional de Donos de Salas de #Cinema dos EUA (National Association of Theatre Owners), o ano de 2015 terá na 7ª arte, um recorde mundial de bilheteria. Independente das salas de cinema interativo, 3D, poltronas que se mexem e outros avanços tecnológicos, existem principalmente aos olhos do público, os atores “imortais” que influenciaram o comportamento de gerações.

E um destes exemplos é a atriz grega, Irene Papas ou simplesmente, Irene Lelekou, conforme seu nome de batismo (o nome Irene Papas foi adotado através do seu casamento em 1943 com o ator Alkis Papas, que durou até 1947). 

Em uma sexta-feira, 3/09/1926, nascia Irene no vilarejo de Chilimodion, Corinto, Sul da Grécia.

Publicidade
Publicidade

Filha de uma professora escolar e de um professor de teatro clássico, a jovem iniciou sua carreira como bailarina e cantora, estreando no cinema grego em 1950. Ao ser descoberta pelo cineasta Elia Kazan, alcançou fama internacional trabalhando nos Estados Unidos, Itália, França, Espanha e Portugal e atuou em mais de 70 filmes, entre os quais: "Os Canhões de Navarone" (1961) e "Zorba, o Grego" (1964).

A atriz estreou na Broadway com o musical "That Summer, That Fall" (1967) e atuou também com o seu patrício grego, o diretor Michael Cacoyannis, em "As Troianas" (1971), adaptação da peça de Eurípedes, no papel de Helena, e conquistou o prêmio de Melhor Atriz do National Board of Review e "Iphigenia" (1976), entre outros. 

Não foi só na Grécia ou com temas gregos que Irene fez sucesso. Ela trabalhou com os diretores internacionais Elio Petri, Umberto Lenzi, Riccardo Freda, Pier Carpi e Lucio Fulci.

Publicidade

Teve outras participações significativas e conturbadas para a época, como a gravação de dois LPs com canções do folclore grego, com rearranjos do compositor Vangelis Papathanassiou e em 1971, fingiu um orgasmo na faixa do álbum 666, da banda de rock Aphrodite’s Child.

Em 7/12/2001, foi reconhecida como "A Mulher da Europa", em Bruxelas, na Bélgica, devido a sua contribuição em promover a identidade cultural da Europa, agradecendo por cantar uma canção folclórica grega. 

Papas atuou em 1975 interpretando figuras bíblicas. Em 1995, entrou na série "A Odisseia", épico baseado no poema de Homero, onde Papas tem o papel de Anticlea e contracena com Armand Assante, Greta Scacchi e Isabella Rossellini, entre outros. Em 1996, participou na comédia dramática de Manoel de Oliveira "Party", com o qual trabalhou de novo em "Inquietude" (1998) e em "Um Filme Falado" (2003).

Já em 2001, participou em "Captain Corelli's Mandolin" (O Capitão Corelli), contracenando com Nicholas Cage, Penélope Cruz, John Hurt e Christian Bale.

Enfim, até hoje, Irene é dona de uma personalidade forte e certa vez disse sobre si mesma: “nunca ganhei um Oscar… e os Oscares nunca ganharam Irene Papas”; todavia, Papas pode ter a certeza que com o seu nascimento, o mundo das artes ganhou no seu panteão, mais uma imortal.  #Famosos #Blasting News Brasil