Vamos cantar para Freddie. Este foi o sentimento que os fãs estavam com a apresentação do grupo Queen com o vocalista Adam Lambert, na noite de ontem, 16, no Ginásio do Ibirapuera. Com um repertório repleto de clássicos, a banda inglesa levou o público presente à emoção.

Com o espetáculo marcado para às 22h, a galera foi chegando aos poucos. No sistema de som, rolava clássicos do rock, como Beatles, Led Zeppelin e AC/DC. No palco, uma gigantesca bandeira com o logo do Queen. Quando faltavam 20 minutos para o inicio do show, eis que começa a sair das caixas a faixa Hidden Track, a ultima #Música do álbum  Made In Heaven.

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A misteriosa canção dava sinais de que o espetáculo iria começar. Com o som de fundo, fumaças começaram a sair do palco. 

Ao fim da música, as luzes se apagam. O público vai à loucura. Gritos de Queen são entoados em plenos pulmões por todos. Começa então a introdução conhecida de One Vision, canção do álbum A Kind Of Magic. A silhueta de Brian na cortina entoando os primeiros acordes com sua Red Special fazem o público gritar mais alto. Adam surge de costas, com um visual todo trabalhado Rock N Roll, de couro preto e óculos escuros. É impressionante o carisma e potencia vocal que este rapaz tem. Sem deixar cair a peteca, veio a pesada Stone Cold Crazy. Passada a pancadaria, deu-se inicio a série de hits. Another One Bites The Dust, Fat Bottomed Girls, In The Lap Of The Gods.....Revisited e Seven Seas Of Rhye.

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Em Killer Queen, Adam se deitou em um sofá no maior estilo "Madame" e bebeu champagne enquanto vocalizava a canção.

Adam, todo simpático, fez questão de ouvir o público fazer barulho ao citar o nome de Freddie Mercury e lembrando que era para ele que a homenagem estava acontecendo. Veio Don´t Stop Me Now, entoada por todos os presentes. Mais alguns clássicos, como I Want Break Free e Somebody To Love encerraram a primeira parte de clássicos.

Veio o momento de Brian May. O guitarrista, ovacionado pelo público, fez questão de ressaltar o quão feliz estava em poder voltar para o Brasil e para São Paulo. "Vamos cantar para Freddie?", perguntou. Após a resposta da platéia, começou a dedilhar os acordes de Love Of My Life, cantada em uníssono pela galera. A primeira emoção aconteceria logo, na metade da música, a imagem de Freddie cantando, levou a platéia ao delirio. Brian não se segurou e foi às lágrimas. Após este primeiro momento de emoção, veio 39, do álbum de 1974, A Night At The Opera.

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O show seguiu normalmente. These Are the Days of Our Lives teve o baterista Roger Taylor nos vocais, com mais imagens de Freddie e do ex-baixista Jonh Deacon nos telões. Seguiu com Under Pressure, um solo de bateria entre Roger Taylor e seu filho, Save Me e a surpresa no set list Ghost Town, canção pop solo de Adam Lambert, que ficou muito boa na versão rock. Vieram depois Who Wants To Live Forever, trilha sonora do filme Highlander, na qual a interpretação de Lambert arrancou lágrimas de muitos. 

Brian teve outro momento para desfilar solos e acordes com sua Red Special, que terminaram em "Tie Your Mother Down" .Vieram I Want It All, Radio Gaga com Adam próximo aos fãs que estavam na grade, Crazy Little Thing Called Love e The Show Must Go On, que, mesmo com Lambert errando a letra, não tirou o brilhantismo da canção. 

Veio a ultima canção antes do Bis e a segunda parte das emoções. A introdução do piano veio e todos já conheciam o clássico absoluto Bohemian Rhapsody. Adam começou cantando e Freddie surgiu no telão, fazendo a platéia cantar mais alto e ir às lágrimas. Brian May não aguentou e mais umas vez, chorou. Ao fim da música, vieram We Will Rock You" e We Are The Champions.

O Queen provou o quanto que é poderoso, mesmo com a maior estrela não estando presente. Adam Lambert mostrou todo seu potencial .Quanto a Brian e Roger, esses dois merecem aplausos, pois continuam tocando bem e, levam o Queen até os dias de hoje. Freddie Mercury, com certeza, está contente. #Famosos