A diretora belga Chantal Akerman foi uma grande pioneira do #Cinema experimental, feminista além de ser grande influência para diretores como Gus Van Sant (Diretor do conceitual e realista 'Elephant' que fala sobre o massacre numa escola em Columbine feito por dois alunos em 1999), morreu na última segunda feira (5) em Paris, aos 65 anos. A causa da morte, no entanto, ainda é desconhecida. A imprensa francesa diz que a diretora poderia ter cometido suicídio, visto que ela tinha distúrbios psicológicos. O corpo foi encontrado nesta terça (6) pela manhã.

Chantal compareceu ao Festival de Cinema de Locamo, na Suíça, no último mês com um novo filme, chamado "No Home Movie", um ensaio de vídeo que a diretora fez sobre sua própria mãe, Natália, sobrevivente de Auschwitz que veio a falecer em 2014, e que se preocupava demasiadamente com o trabalho de Akerman.

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A cineasta, marcada pela era nouvelle vague, teve como uma das suas principais referências o cinema de Jean-Luc Godard. O foco maior de sua obra era sobretudo na figura da mulher, sempre com uma visão crítica social e política. A obra de Akerman influenciou bastante a produção cinematográfica feminista pelos ideais que seus personagens representavam.

A cineasta, que sofria de transtornos maníaco-depressivos, iniciou a carreira no fim da década de 60. Seu filme mais conhecido foi "Jeanne Dielman, 23, Quai du Commerce, 1080 Bruxelles" (1975), que acompanha uma história solitária de uma dona de casa que realizava arduamente seu trabalho diário, cuidando de um filho adolescente e ocasionalmente, saindo para ganhar um dinheiro extra, se prostituindo. Realizou outros trabalhos importantes como “Hôtel Monterey” (1972), “Os encontros de Anna” (1978), “Golden Eighties”(1986), “D’Est” (1993), “Sud” (1999), “A Cativa” (2000) e “De l’autre côté” (2002).

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Em novembro, ela iria à Londres realizar um masterclass que culminaria numa exibição retrospectiva de toda a sua obra. O produtor Patrick Quinet, amigo da diretora, declarou à agência France Press sua admiração. "Era uma grande cineasta que, por ser singular, revelou facetas do cinema internacional antes desconhecidas".

Chantal era descendente de uma família Judaica da Europa central, e se mudou para Bélgica no início da década de 30, sua carreira compõe direções de cerca de 50 filmes, em estilos que vão de documentários até comédias. Suas obras sempre procuravam abordar o tempo e a memória e irão fazer muita falta ao cenário cinematográfico independente. #Entretenimento #Mídia