Desde o dia 27 de setembro, o público de São Paulo pode ver e apreciar a exposição de pinturas intitulada “Frida Kahlo – Conexões Entre Mulheres Surrealistas no México”. Na mostra, incluem-se 20 quadros e 13 obras sobre papel. O Instituto Tomie Ohtake, local da exposição, inclui no mesmo estilo de Frida, mais 100 obras de 16 artistas e procura passar a influência da artista mexicana como balizadora e inspiradora para os seus contemporâneos ou para outros artistas ao longo das gerações.

Durante sua vida, Frida Kahlo pintou cerca 143 quadros, entre os quais, autorretratos com um simbolismo muito ligado ao surrealismo, onde se misturam o público e o privado.

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“Em alguns de seus autorretratos, Frida Kahlo, Maria Izquierdo e Rosa Rolanda elegeram cuidadosamente a identificação com o passado pré-hispânico e as culturas indígenas do México, utilizando ornamentos e acessórios que remetem a mulheres poderosas, como deusas ou tehuanas, apropriando-se das identidades dessas matriarcas amazonas”, disse Teresa Alc, curadora da mostra.

A mostra contempla fotografias de Lola Álvarez Bravo, Lucienne Bloch e Kati Horna, que retrataram a artista.

O evento ocorre em São Paulo e abre de terça a domingo, das 11h às 20h e permanecerá até o dia 10 de janeiro. O Instituto Tomie Ohtake localiza-se na Av. Faria Lima, 201, no bairro paulistano de Pinheiros. Os ingressos custam de R$ 5 a R$ 10. Às terças-feiras, o acesso à exposição é gratuito. O local fica próximo à estação Faria Lima do metrô.

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#Entretenimento #Dicas #Arte

Curiosidades sobre Frida Kahlo

  • A artista viveu apenas 47 anos e seu nome completo era Magdalena Carmem Frida Kahlo y Calderon. Chegou a fazer faculdade de Medicina, mas largou pois, seu pai, Guillhermo, exercia a pintura em suas horas vagas – era sua primeira inspiração;
  • Sua saúde inspirava cuidados: quando pequena, teve paralisia infantil e um de seus sapatos era adaptado nos saltos para compensar a diferença de altura entre uma perna e outra. Em 1950, a perna foi amputada. Além disso, usava um colete ortopédico, o qual imaginavam que era um corpete. Em 1925, sofre um acidente que deixou sequelas em seu corpo e precisou fazer mais de 30 cirurgias;
  • Foi precisamente o acidente que a deixou acamada e, nessa época, começa a pintar. Retrata suas aflições e a expressividade de sua condição, sua dificuldade em lidar com a condição de sua própria existência. Certa vez disse: “Por eu ser jovem”, ela disse, “o infortúnio não assumiu o caráter de tragédia: eu sentia que tinha energias suficientes para fazer qualquer coisa em vez de estudar para virar médica. E, sem prestar muita atenção, comecei a pintar.”
  • Se a pintura tinha essa função, o estilo de suas vestimentas tinha motivos coloridos e florais para, em parte, encobrir as deficiências que seu corpo acumulava com o passar da vida;
  • Foi casada com o pintor muralista Diego Rivera em uma vida conjugal permeada por traições de ambas as partes. Mesmo assim, Frida tentava constituir em vão uma família. Abortou três vezes. No entanto, foi Rivera que impulsionou a carreira de pintora da esposa;
  • Frida nos deixou em 13 de julho de 1954, no México, quando a encontraram morta em casa. Suas últimas palavras encontradas em um diário foram: “Espero alegre a minha partida – e espero não retornar nunca mais”;
  • Como prova de que Frida Kahlo é atual, a revista Vogue mexicana inovou em novembro de 2012, estampando a sua capa com uma fotografia da artista mexicana.