Atenção editoras brasileiras, hoje 8 de outubro a jornalista bielorrussa Svetlana Alexievich, de 67 anos, foi anunciada pela Svenska Akademien como a vencedora do premio Nobel de #Literatura 2015.  A premiação não só consiste no reconhecimento do trabalho empregado na literatura, mas também é gratificado pela própria Academia Sueca com 8 milhões de coroas suecas (R$ 3,7 milhões).

“Por seus escritos polifônicos, um monumento ao sofrimento e coragem em nosso tempo”, assim foi descrita a obra de Svetlana Alexievich pela Academia Sueca, por se tratar de uma obra onde destacam-se fatos históricos que marcaram épocas de sofrimento, contendo relatos de pessoas que vivenciaram o colapso da União Soviética, muitas vezes relatos de pessoas que estiveram com a vida por um fio em ambientes de guerra, como a guerra Afegã dos anos 80 e o acidente nuclear de Chernobil em 1986.

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O trabalho da jornalista mais conhecido é titulado “Vozes de Chernobil” que para realização deste, foi necessário entrevistar mais de 500 pessoas que testemunharam a catástrofe nuclear histórica.

É definitivamente um trabalho digno de prêmio Nobel, o único problema é que no Brasil ainda não existe a incrível obra desta jornalista em versão editada para o país. Uma vez que a jornalista já havia sido apontada como favorita a premiação dentre uma lista de 198 indicados e selecionados a concorrer ao prêmio, as editoras brasileiras já deveriam ter se antecipado aos acontecimentos e ter em mãos as principais obras dos favoritos.

Como isso não ocorreu, o Brasil mais uma vez fica atrasado na evolução do conhecimento em relação aos outros países. A importância dos conteúdos literários é fundamental para que uma nação consiga ter embasamento de conhecimento e para a difusão do saber e contato com experiências únicas, que a escrita transmite através de palavras e relatos de acontecimentos.

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“Hoje, uma das tristes realidades é que pouquíssimas pessoas, em especial jovens, leem livros. A menos que encontremos formas imaginativas de resolver esse problema, as futuras gerações arriscam-se a perder a sua história”, disse, o saudoso, Nelson Mandela. #Opinião #Blasting News Brasil