Os musicais indiscutivelmente caíram no gosto popular do brasileiro, e até mesmo aqueles que relutavam já fizeram sua passagem em pelo menos um dos espetáculos espalhados pelo país. As novas produções aliadas a metalinguagem entre #Teatro e música com boas parcerias de trabalho, sejam pela qualidade profissional ou simplesmente pelo marketing de nomes conhecidos pelo público como: Suzana Vieira, Miguel Falabella e Cláudia Raia tem ajudado na popularização dos musicais pelas principais capitais. É comum vermos profissionais e artistas migrarem, mesmo que por um período de seus habituais trabalhos para se lançarem nos palcos.

TEATRO DE REVISTA E MUSICAIS

O teatro musical é a união da música, teatro, canto e dança, sendo a linha que os separa muitas vezes tênue, diferente da ópera, que apresenta as mesmas características sendo cada integrante  responsável por uma função.  No Brasil, final do séc.

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XIX e princípio de XX o teatro de revista, como era chamado acabou aproximando o grande público do teatro. A maior parte das histórias eram de cunho satírico, com duplos sentidos, alegres, falas e canções irônicas e apimentadas. O teatro de revista passou por três fases e na última o excesso de nudez de forma descomedida foi um dos fatores que levou a seu declínio, porém estes musicais retratavam o costume do povo brasileiro e seu ambiente social descolonizando-o artisticamente  das influências europeias.

BROADWAY E SEU LEGADO

 Enquanto o teatro musical ficou adormecido, outros países, e neste caso os Estados Unidos merecem destaque, fizeram desta arte grandes produções e recordes de bilheteria. Este sucesso trouxe  na última década o fervor por musicais   já iniciado no Brasil anos antes com produções da Disney, com altos valores tanto nas produção quanto nos ingressos ao público, chegou-se até  pensar numa divisão de público, marcado pelo valor pago por um ingressos.

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O Brasil hoje produz musicais que se concentram em sua maioria no eixo Rio-São Paulo que seguem caprichando no alto nível e com valores de entrada mais acessíveis, favorecendo a aproximação, uma vez mais, do grande público as salas de espetáculos. As produções têm movimentado a economia de profissionais e artistas envolvidos, sendo grande gerador de empregos e promovendo profissionais mais preparados, sejam técnicos ou artistas que precisam estar além das habilidades tradicionais. No Rio de Janeiro um dos espetáculos que levantou burburinho foi "Barbaridade" produzida pela aventura #Entretenimento, hoje a capital apresenta obras como: Estúpido cúpido, Ópera do Malandro e Gonzagão -  a lenda. Já em São Paulo os espetáculos são encabeçados por: Antes tarde do que nunca, Mudança de hábito e Raia 30.

EM BUSCA DA IDENTIDADE

A herança das óperas sempre trouxe consigo as duas polaridades, tragédia e comédia, os temas de costumes sempre estiveram presentes, agora começamos a ver temas e roteiros mais contemporâneos.

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A ópera CO2 é a primeira a falar das relações entre amor, ciúmes e abuso, não entre homens, mas entre o homem e a natureza.

O futuro dos musicais no Brasil parece promissor, a má impressão dos antigos teatros de revista no momento de decadência não parece mais fazer parte do imaginário, mas ainda caminhamos a passos lentos quanto o assunto é produção nacional. O quadro tem mudado ao citamos obras biográfica de artistas (músicos/cantores) como: Tim Maia, Simonal, Elis Regina. É preciso encontrar o equilíbrio entre enredo, interpretação e música e não apenas uma história cantada. #Famosos