O filme Sayonara foi realizado pelo japonês Kôji Fukada (“Hospitalité”). Leona, uma androide humanizada, é a protagonista deste filme e é a primeira vez na história do #Cinema que um androide está assumindo esse papel. De tão semelhante aos humanos, Germinoid F até tem uma página pessoal no IMDB. O filme estreou no 28º Festival Internacional de Cinema de Tóquio.

O filme Sayonara (Adeus) se passa em um futuro próximo no Japão, quando estão acontecendo explosões nucleares e ele está sendo evacuado. Leona, a protagonista androide, se relaciona com Tania, interpretada por Bryerly Long. Tania é uma refugiada sul-africana doente devido a radiações de um acidente nuclear, que vai encontrar reconforto numa androide com traços maternos.

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Apesar de conseguir ter qualidades humanas, como expressões e fala, Germinoid F não anda e aparece no filme como uma cadeirante.

Durante cinco anos, o dramaturgo japonês Oriza Hirata manteve em cena a androide e a atriz do filme Bryerly Long, que já contracenavam juntas. Sayonara é a adaptação para o cinema desta peça de teatro em um projeto comum do dramaturgo, do realizador Kôji Fukada e do “pai” da androide Hiroshi Ishiguro (professor, engenheiro e líder do Laboratório de Telecomunicações Avançadas do Japão) que é reconhecido pela criação de robôs com aparência de humanos e com movimentos faciais detalhados e realistas.

Durante a rodagem do filme, Leona foi operada por controle remoto. Sua pele é semelhante à pele humana, seu corpo é feito em esqueleto metalizado e articulado, composto por borracha e silicone.

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Germinoid F, além de ganhar uma página dedicada a ela no IMDB, tem seus créditos de atriz principal no longa-metragem. Ela se apresentou na conferência do Festival Internacional de Cinema de Tóquio, junto com Bryerly. Embora de aspecto humano e conseguindo interagir com pessoas, manteve-se calmamente sentada.

O diretor do filme, Kôji Fukada, nessa conferência revelou que após assistir a peça de teatro quis imediatamente adaptar o argumento ao cinema. O contraste entre uma mulher moribunda e um robô que é imortal o intrigou. “Para retratar a solidão da mulher moribunda, pensei em colocá-la num mundo que está para morrer também. A possibilidade mais realista seria através das 40 centrais nucleares do Japão. Qual o desfecho se todas explodissem?”, indaga o diretor. #Entretenimento #Curiosidades