Um dos diretores mais bem-sucedidos das últimas décadas - Robert Zemeckis - e uma dupla que coleciona indicações e prêmios em quase todos os trabalhos que desenvolvem - Brad Pitt e Marion Cotillard. Essa parece ser uma boa fórmula para o próximo filme de guerra da Paramount, que vai para as telonas no final de 2016.

Ainda sem título definido, o filme será o primeiro após a fraca bilheteria que Zemeckis alcançou em 'A Travessia'. Mesmo não se tratando de um filme ruim, a arrecadação não foi tão grande quanto o esperado: US$ 40 milhões contra os US$ 35 milhões que custou. 

Mas a falta de criatividade da indústria cinematográfica pode prejudicar o potencial que essa equipe tem.

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Um romance ambientado nos anos 30/40 e em plena grande Guerra teria grandes chances de ser mais um sucesso do gênero, mas repare no que consiste a trama:

Os protagonistas são assassinos que se conhecem durante uma missão para matar um oficial alemão. Uma vez casados, o personagem de Pitt descobre, porém, que sua esposa é uma agente-dupla cuja missão é assassiná-lo. Desta forma, o casamento acaba ganhando um "tempero" a mais.

Legal, né? Mas você não já viu essa história antes?

Olha uma sinopse de 'Sr. e Sra. Smith', filme que Brad Pitt estrelou em 2005 ao lado de Angelina Jolie:

O casamento de John (Brad Pitt) e Jane Smith (Angelina) está caminhando a passos largos para acabar em ruínas. Mas um "detalhe" na relação acaba agitando as coisas, pois um esconde do outro sua verdadeira profissão: ambos são agentes secretos e trabalham para organizações rivais. Um recebe a ingrata missão de matar o outro e eles começam uma verdadeira caça, o que pode terminar de vez o casamento entre eles ou, por incrível que pareça, salvar tudo.

Aparentemente é tudo tão igual que não dá vontade nenhuma de assistir ao novo filme.

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O que salva são os nomes de peso.

Brad Pitt vem de um filme também de II Guerra, 'Corações de Ferro'. Não é nenhum filme revolucionário, mas é divertido. Logo mais ele também estará em 'À Beira Mar', um filme no qual contracena e é dirigido pela esposa, Angelina Jolie (que, ironicamente, ele conheceu durante as gravações de 'Sr. e Sra. Smith'). Já a francesa Marion Cotillard não costuma se envolver em projetos "mais ou menos". Em 2015, entrou para o currículo dela nada menos que uma adaptação de 'Macbeth', na qual contracena com Michael Fassbender, com direção de Justin Kurzel (para quem não sabe, o australiano estará à frente do filme de 'Assassin's Creed').

E Robert Zemeckis voltou com tudo em 2015. Apesar de 'A Travessia' não ter sido muito lucrativo, como citado anteriormente, o nome do diretor esteve em alta - principalmente nas redes sociais - ao lado de Michael J. Fox e Christopher Lloyd, por causa do aniversário de 30 anos da franquia 'De Volta Para o Futuro'.

Talvez o peso destes três nomes sejam suficientes para garantir algum sucesso, mas Hollywood não pode usar a fama de determinadas estrelas como muletas toda vez.

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Na Era dos reboots, remakes e continuações, alguns roteiros originais também acabam pecando pela falta de... originalidade. #Entretenimento #Cinema #EUA