A máfia japonesa, ou Yakuza, teve o seu surgimento na forma de associações criminosas, as quais seguiam normas específicas bastante rígidas. Atualmente, a Yakuza está bem viva e tem o controle de atividades ligadas a prostituição, drogas, jogos de azar e outras práticas do #Crime organizado.

É justamente em 2015 que a Yakuza completa o aniversário de 100 anos sob os holofotes da mídia, tendo logotipo de organização e até cartão de visita. O fotógrafo da Bélgica, Anton Kusters, permaneceu 2 anos no Japão com uma família, cujos membros fazem parte da Yakuza e ajudou a revelar ao mundo um pouco mais deste clã.

A Yakuza, segundo estimativas dos próprios membros da sociedade, conta com mais de 103.000 integrantes, podendo ser considerada a maior organização criminosa do mundo e, com o passar dos anos, conseguiu se infiltrar e influenciar muitas vertentes da sociedade japonesa, inclusive, a política. 

O que atrai a curiosidade de muitas pessoas é que a Yakuza forma uma espécie de nicho ou subcultura dos mais inacessíveis que o mundo já teve notícia; isto é, nesse caso em particular, conforme narrado por Kusters, trata-se da vida “típica de uma família criminosa japonesa convencional que controla as ruas de Kabukicho, bairro situado no coração de Tóquio”.

Publicidade
Publicidade

Somando tudo, foram dez meses longos de negociação árdua com um enviado da máfia, onde, finalmente, Anton Kusters (com seu irmão Malik Kusters), obteve a permissão de se transformar em alguns dos poucos homens do Ocidente a presenciar as práticas do crime organizado no Japão e permanecer vivo.

A maior dificuldade deste trabalho foi convencer os japoneses de que o fotógrafo belga não representava nenhum tipo de ameaça a organização e, em 2º plano, um outro problema que tinha de ser resolvido, era de como Kusters deveria aprender a ser  "educado" ou pensar na mesma sintonia ou sutileza dos membros mafiosos da Yakuza. “Era tudo difícil em muitas ocasiões, pois eu tinha de ser apto a observar o que acontecia, inclusive, nos pequenos detalhes das ações de cada um”, disse Kusters

O belga pensou inicialmente que a sua “nova vida seria regada a violência com cenas sangrentas de pessoas puxando as espadas e se matando; entretanto, todo o contexto era muito sofisticado no que se referia a Yakuza, ou seja, tudo aquilo era um modo de vida com a constância dos elementos criminais no dia a dia de cada um”.

Publicidade

Depois do término desse projeto de 2 anos, foi lançado o livro chamado Odo Yakuza Tokyo, baseado nos relatos pessoais de Kluster e nas mais de 20.000 fotos tiradas com cerca de 90 dessas fotos constando no livro. Hoje, o único contato ou lembrança que Anton Kusters quer ter com a Yakuza é através do seu próprio livro e do blog que mantém contando a sua façanha. #Livros #Blasting News Brasil