A macabra trama de uma família de sequestradores e assassinos que movimentou a Argentina em 2015 estreará nos cinemas brasileiros no dia 10 de dezembro. Baseado em fatos reais, O Clã (El Clan), filme dirigido pelo aclamado diretor Pablo Trapero (Carancho - 2010, Familia Rodante - 2004, entre outros) e co-produzido pela El Deseo, de Pedro Almodóvar, já chega com sucesso de crítica.

Na Argentina, conseguiu o feito de desbancar a bilheteria de ‘O Segredo de Seus Olhos’, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2009 e também a de ‘Relatos Selvagens’, que na primeira semana havia atraído 450 mil pessoas.

Somente na semana de estreia, em agosto passado, de acordo com o jornal argentino Clarín, O Clã levou às salas mais de um milhão e meio de pessoas — feito que o colocou entre os indicados para concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro do ano.

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Pucciomania: ‘O Clã’ e a história que inflama discussões há mais de 30 anos na Argentina

A trama distribuída pela 20th Century Fox é protagonizada por Guillermo Francella, um consagrado ator argentino associado a comédias (co-protagonista de O Segredo dos Seus Olhos), que dá vida ao patriarca da família Puccio.

Arquímedes Puccio foi preso em 1985 sob a acusação de ser o mentor intelectual de uma série de sequestros de vizinhos no bairro de classe média San Isidoro, em Buenos Aires.

Arquímedes havia trabalhado durante muitos anos no serviço de inteligência do país e foi acusado de ter forte influência sobre seu filho, Alexandre, vivido por Juan Pedro Lanzane. Na época, a polícia chegou a declarar que o filho desenvolveu uma patologia a partir da dominação do pai. Toda a família convivia com os crimes, porém, as investigações apontaram que apenas o pai e o primogênito tinham a real dimensão dos fatos.

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Acima de qualquer suspeita, a família Puccio e alguns comparsas (todos militares) formou uma quadrilha conhecida como ‘el clan Puccio’. De 1982 a 1985 sequestraram e assassinaram diversos empresários, sendo pegos quando a família da última sequestrada os denunciou e a polícia conseguiu resgatar a vítima com vida. A partir daí, a investigação encontrou diversos “cadáveres no sotam”.

A história da família Puccio, que utilizava o próprio domicílio como carcere e que cobrava até 500 mil dólares de resgate e é caso de estudos em universidades ao redor do mundo, acabou virando um livro e também está dando vida a uma série de TV. No país, fala-se em uma “pucciomania”.

O filme, que deu a Pablo Trapero o Leão de Prata de melhor diretor no Festival de Veneza, já foi exibido em sessão especial no último dia do Festival do Rio 2015 e estreia em circuito nacional no dia 10 de dezembro. #Entretenimento #Cinema #Crime