Dois músicos nordestinos figuram hoje entre os artistas nacionais mais badalados do momento. Trata-se de Wesley Safadão e Pablo, o primeiro, cearense, considerado o “Rei do Camarote”, o segundo, baiano, conhecido como o “Rei do Arrocha” ou “Rei da Sofrência”.

Wesley Safadão alcançou o sucesso no Ceará como vocalista da banda de forró eletrônico ‘Garota Safada’. Em pouco tempo, o grupo já fazia sucesso também em todo o Nordeste, tendo seu show bastante cotado para as principais cidades da região, sobretudo, durante as festas de São João, maior e mais popular evento cultural do interior nordestino, principalmente.

Mesmo contendo músicos talentosos, e dançarinas estonteantes, o sucesso da ‘Garota Safada’ se deu de forma meteórica muito por conta do jeito carismático do seu vocalista.

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Isso fez com que Wesley Safadão ganhasse cada vez mais projeção dentro do grupo, o que gerou o fortalecimento do seu nome. Não demorou muito para o nome da banda mudar para ‘Wesley Safadão e Garota Safada’, e, hoje, somente o nome ‘Safadão’ já obtém uma força de mercado impressionante.

Para se ter uma ideia do sucesso do músico, seu cachê atualmente gira em torno de R$ 500 mil, valor comum a artistas como Ivete Sangalo, também nordestina, considerada a cantora mais popular do Brasil já há algum tempo. A projeção nacional de Safadão se deve muito ao fato dele ter assinado com uma grande gravadora, a Som Livre, o que já lhe permitiu participar de programas da Rede Globo, como, por exemplo, ‘Encontro’ com Fátima Bernardes.

Recentemente, Safadão foi protagonista de uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o que é mais uma evidência do sucesso nacional alcançado pelo o interprete de hits como: “Camote” (cujo vídeo no YouTube já alcança a marca de 35 milhões de visualizações), “Vem pro meu Launge” e “Gelo na Balada”.

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Para o jornalista e crítico musical Rodrigo Leone, o sucesso de Safadão faz parte de uma forte onda musical que tomou o país. “A #Música que faz sucesso hoje no Brasil é a música feita para festa, ou balada. Assim como o sertanejo universitário, o forró eletrônico traz muito fortemente esta marca. A imagem de Safadão também ajuda bastante. É um cara jovem, bonito e baladeiro, que canta o que essa geração quer ouvir”, diz o jornalista.

Pablo, a voz romântica

Bem diferente de Safadão, Pablo da voz aos homens que choram. Considerado o artista precursor do Arrocha, gênero musical que nasceu em meados da década passada na cidade de Candeias, região metropolitana de Salvador, hoje levado para todo o Brasil por meio da voz de Pablo.

Assim como Wesley Safadão, Pablo alcançou sucesso primeiro em seu estado, Bahia, até chegar com muita força no Brasil, sobretudo, a partir do final de 2014. Ele também assinou com a gravadora Som Livre, o que já lhe rendeu uma entrevista no programa do apresentador e humorista global Jô Soares e, até mesmo, uma recente participação na novela da mesma emissora “I Love Paraisópolis”.

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Pablo realiza hoje em média 25 shows por mês. Dentre os sucessos do cantor, pode se destacar: “Por que homem não chora”, “Bilu Bilu” e “Fui Fiel” (gravada por Gusttavo Lima). No réveillon do ano passado, mais de 160 mil pessoas acompanharam o show de Pablo na Praça Cairú em Salvador, uma marca impressionante, e que comprova a força da canção popular no Brasil.

“O que mais me impressiona no sucesso de Pablo, é que, mesmo com o momento em voga da exaltação da ostentação e da curtição, ainda assim, ele, um cantor que da voz aos homens sentimentais, consegue demarcar seu espaço. O sucesso dele é a prova de que o romantismo nunca sairá de moda no Brasil. Importantes nomes como Waldick Soriano, Reginaldo Rossi, Wando e tantos outros já cantaram suas lamentações em décadas passadas, consolidando uma tradição na música popular brasileira, e que agora é muito bem representada por Pablo”, garante Rodrigo Leone. #Entretenimento #Arte