Passados 32 anos desde ‘O Retorno de Jedi’, “Star Wars: O Despertar da Força” veio com um desafio extremista: apresentar o universo ‘Star Wars’ para os novos fãs, sem desagradar aos antigos. Antes do lançamento com US$ 100 milhões de dólares arrecadados apenas com a pré-venda dos ingressos, o novo #Filme fez nascer e renascer milhões de fanáticos pela obra.

George Lucas foi o pai de ‘Star Wars’, e soube a hora de passar o bastão para que outra pessoa assumisse sua criação. J. J. Abrams – com um currículo invejável envolvendo “Lost” e “Star Trek” - adotou “Guerra nas Estrelas”, e deu um verdadeiro show. Ele dirigiu e roteirizou (com Lawrence Kasdan de “O Império Contra-Ataca”) de maneira sensível a todas as necessidades da franquia.

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A equipe usou locações reais (ao invés de cenários indoor), modelos em miniaturas e o menor número possível de imagens computadorizadas para dar uma impressão estética equivalente às produções originais. Devolveu o clima da trilogia primária e apontou sabiamente para o futuro.

A nova jornada conta com uma jovem abandonada, um droid portando um segredo, um soldado exilado, dilemas de família, vilões mascarados, mestres, aceitação do próprio destino e mais! O texto é enxuto e a fluidez da trama é absoluta.

As maiores novidades, são os protagonistas novos, Rey e Finn. Rey – vivida brilhantemente por Daisy Ridley – é a heroína que os tempos de Katniss Everdeen e o século XXI pediam. Ela é o elemento ao redor do qual a história se constrói. O papel da jovem com certeza será o mais falado nos próximos anos/décadas, e caso a atriz tenha se intimidado com a responsabilidade, não deixou que o sentimento se manifestasse em cena.

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Aliás, a força feminina está em cada canto da galáxia. Finn (John Boyega) está tão em foco quanto Rey, e é com ele o primeiro contato pessoal que o público tem com um soldado imperial e essa experiência faz o expectador pensar pela primeira vez que Stormtroopers são mais que capangas de capacete. Ele serve de alívio cômico, além de levantar questões sobre o certo e errado.

Não é fácil conter a emoção ao ver Carrie Fisher e Harrison Ford como Leia e Han. A atriz continua confortável no papel de líder, e Ford traz à tona toda a nostalgia da saga. O ator parece nunca ter saído do personagem e reviveu o contrabandista magistralmente, teve enorme importância na trama, proporcionando ótimas cenas de ação e cômicas.

Do outro lado da força temos o Kylo Ren de Adam Driver, um vilão que pelos conflitos do próprio personagem pode ser considerado mal desenvolvido, porém há um enorme potencial e muito espaço em sua história para ser explorado. Adam assumiu um dos papéis mais difíceis do filme, afinal, Darth Vader firmou um altíssimo padrão no que se diz respeito ao lado negro.

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O longa não é isento de imperfeições, mas isso se dá justamente pela necessidade de se basear nos filmes anteriores, ou seja, até os erros filme podem cair no gosto do público. Há soluções apressadas e inocentes para questões muito acima dos protagonistas. Além disso, o filme não tem um desfecho em si próprio, sabe-se que é o primeiro de uma nova trilogia, mas há muitas perguntas a serem respondidas ainda.

“O Despertar da Força” é uma ópera espacial muito bem embasada nas obras originais. De modo sábio, consegue reciclar a essência de seus antecessores ao passo que dá uma nova cara a saga - trazendo inovações significativas e sutis. Especialmente no destino que dá aos personagens mais antigos. J. J. Abrams, conseguiu despertar a força.

#Entretenimento #Cinema