A origem remonta aos tempos antes de Cristo, quando muitas culturas antigas celebravam a mudança das estações. No hemisfério norte Europeu, por exemplo, o solstício de inverno era o menor dia do ano, e normalmente acontecia no dia 22 de dezembro.

Neste dia, celebrações intensas ocorriam, e a maior parte do comércio e governo fechavam as portas. Era uma forma de celebração pagã com várias formas de comportamento pecaminoso. Estas celebrações foram baseadas no dia em que os dias mais frios do inverno duravam menos. Uma vez que os animais ficavam cercados, as pessoas ficavam dentro das casas, as plantações não cresciam, etc.

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Saber que metade do inverno já tinha passado era motivo para celebrar.

Na Roma antiga, Saturno era o deus da agricultura, e todo verão, o deus Júpiter tirava Saturno de sua posição dominante no reino celestial, e os dias começariam a diminuir. No templo de Saturno, em Roma, seus pés eram simbolicamente acorrentados até o solstício de inverno, quando a duração dos dias começava a aumentar. Era uma época de celebração e troca de presentes. Baseado neste evento celestial, Saturnália se tornou uma celebração de uma semana, de 17 a 25 de dezembro. Além disso, o dia 25 coincidiu com o nascimento do filho deus Frígia, uma tradição na antiga região dos Balcãs.

Saturnália já era um festival bem conhecido e estabelecido no Império Romano nos tempos de Cristo. Como a igreja romana não conseguiu se livrar desse feriado pagão, no século IV, a Igreja Católica Romana que era a mais dominante na Europa, adotou o feriado e tentou converte-lo em uma celebração cristã ao declarar 25 de dezembro como dia do nascimento do Senhor.

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Eles chamavam de Festa do Nascimento ou Natividade, e esta tradição tornou-se parte da cultura ocidental desde então.

Após 1500 anos, na América, Clement Clarke Moore, um professor seminarista, escreveu um poema baseado na lenda de São Nicolau. Em 1822, Moore escreveu o poema “A véspera de Natal”, a respeito da boa natureza desse santo, que era puxado por um grupo de renas e descia pelas chaminés das casas na noite de #Natal. Assim como o São Nicolau, Papai Noel também contagiava com felicidade, e distribuía presentes para as crianças. Sua vestimenta e fisionomia eram incertos até então.

Então em 1863, Thomas Nast, ilustrador e cartunista da Harper’s Weekly, criou sua versão que ficou estabelecida de uma vez por todas de como era o bom velhinho: rotundo, queixo proeminente, longas barbas grisalhas, e um saco cheio de brinquedos. E, dessa forma, um ícone norte americano nasceu. #AnoNovo2015 #Religião