Saiu a lista dos indicados para a próxima edição do prêmio Globo de Ouro, que será entregue no dia 10 de janeiro de 2016, pela imprensa estrangeira em Hollywood (jornalistas e críticos de #Cinema e séries), que organiza a premiação todos os anos. Nesta edição, o Brasil será representado pelo ator baiano Wagner Moura (Tropa de Elite I e II, Deus é Brasileiro, Romance), que foi indicado para concorrer ao prêmio de ‘melhor ator em série de drama’ por ‘Narcos’.

Na série, Moura interpreta o famoso e polêmico narcotraficante colombiano, Pablo Escobar, que enriqueceu durante as décadas de 1980 e 1990, chefiando um dos maiores cartéis de drogas da história da Colômbia, de toda a América Latina e Caribe, e, porque não, de todo o mundo.

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‘Narcos’ é produzida pela Netflix, e dirigida pelo cineasta brasileiro José Padilha (Tropa de Elite I e II). A série também foi indicada para a premiação da imprensa especializada norte-americana e vai disputar o prêmio de ‘melhor seriado dramático’.

O Brasil, por mais um ano, não terá representante na disputa pelo prêmio de ‘melhor filme estrangeiro’ no Globo de Ouro 2016. A última vez que isso ocorreu foi em 2003, quando o longa-metragem, ‘Cidade de Deus’, dirigido por Fernando Meirelles (O Jardineiro Fiel, Ensaio sobre a Cegueira, 360), disputou o prêmio, mas não levou.

Em 1999, os brasileiros também foram representados nesta importante festa do #Entretenimento cinematográfico e televisivo mundial. Naquele ano, a atriz carioca, Fernanda Montenegro, disputou o prêmio de ‘melhor atriz dramática’ por sua brilhante interpretação em ‘Central do Brasil’, filme dirigido por Walter Salles (Abril Despedaçado, Diários de Motocicleta, Na Estrada).

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Para o jornalista e crítico de cinema, Marcel Góes, a falta de um filme brasileiro em mais uma edição do Globo de Ouro não representa um momento ruim do cinema nacional.

“O cinema brasileiro vive um grande momento, pois, é já notável, para que acompanha assiduamente a nossa cinematografia, o amadurecimento que as pessoas que fazem filme no Brasil vêm obtendo ao longo dos anos, a cada novo trabalho e produção. Acredito que a falta de um filme brasileiro em mais uma edição do Globo de Ouro não representa um momento ruim do cinema nacional, que, para mim, está em constante crescimento e ebulição”, garante Góes.

“É importante que o público de cinema no Brasil entenda que uma premiação realizada e idealizada em outro país, por maior importância e legitimidade que tenha, não tem a autoridade para definir se uma cinematografia, de qualquer nacionalidade, tem qualidade ou não, ou se passa ou não passa por um período bom, etc. As escolhas dos filmes, sobretudo, nas grandes premiações, passam por critérios altamente subjetivos e obscuros, o que sempre gera polêmica e controvérsias.

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Por conta disso, há produções, de alta qualidade, inclusive, que não passam por este filtro seletivo, algumas vezes, bem questionáveis”, afirma.

“No entanto, é preciso salientar que um dos fatores que pode explicar a falta, mais uma vez, de um filme brasileiro na premiação do Globo de Ouro, é também o excelente momento que cinematografias de outros países vivem, já há, pelo menos, uma década. Países como: Argentina, México, Índia, Dinamarca, Espanha, dentre outros, despontam com produções belíssimas, o que é, de fato, uma concorrência muito forte para países em evolução cinematográfica, como o Brasil. Se o nosso cinema se mantiver no caminho produtivo que está hoje, deve voltar, em pouquíssimo tempo, a competir por igual com estes outros países”, acredita o jornalista e crítico de cinema. #Seriados