"Macunaíma" foi lançado em 1929, mas foi em 1945 que o seu autor, o genial Mário de Andrade faleceu. E segundo a lei brasileira, as obras cujo autor tenha falecido há 70 anos entram em domínio público. Com a data alcançada no ano passado, a partir de 1 de janeiro de 2016 a regra já é válida para a obra, entre a de outros nomes que também alcançaram a data. Ou seja, pode ser adaptada, utilizada ou recriada sem a necessidade de pedir autorização ou de pagar por direitos autorais. O mesmo vale para editoras que queiram republicá-lo em outras edições ou línguas. Provavelmente testemunharemos muitos projetos envolvendo o personagem do autor paulistano.

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O mesmo vale para qualquer obra do autor.

O livro é uma das obras mais famosas de Mario de Andrade. Conta com inúmeras versões para os palcos e é nome de uma tradicional escola de teatro em São Paulo Já em 1969, quando o livro completava 40 anos de lançado, Macunaíma virou longa metragem de cinema. O cineasta carioca  Joaquim Pedro de Andrade levou a história para as telas, com Grande Otelo e Paulo José vivendo o personagem título.

Em julho de 2015, Mario de Andrade foi homenageado na Festa Internacional de Paraty. Também teve sua primeira biografia, escrita no ano passado pelo pesquisador da Fundação Biblioteca Nacional Eduardo Jardim. Eduardo é também professor da UFRJ. Seu livro, "Mario de Andrade: Eu sou trezentos - Vida e Obra" não deixa de retratar o Mario vencedor como escritor, mas enfatiza bem o autor de um projeto cultural no qual empenhou a sua vida, e não obteve resultado.Eduardo lembra a depressão enfrentada pelo grande escritor quando foi demitido do Depto.

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de Cultura em 1938, e então se entregou à bebida, afastando-se  de amigos, como Carlos Drummond de Andrade.

Ainda assim, o autor do inesquecível Macunaíma, um dos nomes mais importantes no movimento modernista, Também teve memorável contribuição na fundação que hoje é o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), importante instituição oficial do Brasil.

O autor da biografia, lançada em fevereiro do ano passado, enfoca ainda que "O Modernismo é o movimento intelectual mais importante do Brasil. Chamar a atenção para seu projeto frustrado convida a avaliar sua importância  Sim, nosso horizonte histórico é muito diferente. A distância possibilita a compreensão". #Legislação #Literatura