A premiação mais tradicional e popular do #Cinema mundial enfrenta este ano uma rejeição com conotações pesadas. Um boicote liderado pelo cineasta negro Spike Lee está dando o que falar na mídia norte-americana. O diretor do clássico do cinema negro "Faça a Coisa Certa" (1989), declarou que não comparecerá à cerimônia, que acontece no próximo dia 28 de fevereiro no teatro Dolby, em Los Angeles, #EUA, em protesto contra a ausência de atores negros em todas as categorias da premiação pelo segundo ano seguido.

Lee, que foi premiado em novembro com um Oscar honorário pelo conjunto de sua obra, já havia discursado na ocasião por uma maior diversidade nas indicações para a premiação anual.

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Ele chegou a afirmar que é mais fácil um negro ser presidente dos Estados Unidos do que chefiar um dos grandes estúdios de cinema do país.

Na última segunda (18), o diretor anunciou em carta aberta no Instagram a decisão de boicotar a cerimônia deste ano: "Eu gostaria de agradecer à presidente Cheryl Boone Isaacs e o conselho da Academia de Cinema, Artes e Ciências por me conceder um Oscar honorário no último mês de novembro, eu estou muito grato. Entretanto, minha mulher, a senhora Tonya Lewis Lee e eu não iremos comparecer à cerimônia do Oscar em fevereiro. (...) Como é possível, pelo segundo ano consecutivo todos os 20 indicados sob a categoria de ator são brancos? (...) 40 atores brancos em 2 anos e nenhum negro. Nós não podemos atuar? O que está acontecendo?". Outras personalidades como George Clooney, Michael Moore e Jada Pinkett Smith (esposa do astro Will Smith), também fizeram críticas à academia por falta de diversidade.

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Jada também anunciou que não irá à cerimônia e mostrou seu descontentamento no Facebook: "Pessoas negras são sempre convidadas para entregar os prêmios, às vezes até apresentar, mas nós raramente somos reconhecidos pelas nossas capacidades artísticas. Deveriam todos os negros boicotar em conjunto? As pessoas só podem nos ameaçar enquanto nós permitimos".

Outros atores negros conceituados como David Oyelowo, Don Cheadle e Cuba Gooding Jr. engrossaram as críticas. Em 88 anos de existência, cerca de 94% dos indicados às premiações do Oscar foram brancos. A presidente da Academia de cinema, Cheryl Boone Isaacs (a primeira negra a ocupar o cargo), revelou um profundo descontentamento com a falta de diversidade da premiação: "Estou profundamente decepcionada com a falta de inclusão. Esta é uma discussão importante e está na hora de grandes mudanças". Há menos de um mês para a cerimônia mais importante e tradicional do cinema mundial, há poucas certezas sobre como outros artistas não-brancos irão reagir em meio a esta polêmica. #Entretenimento