Quem estava esperando uma abordagem inteligente sobre a interação humanos-extraterrestres como tema principal pode ter se decepcionado com o filme "A quinta onda", que estreou quinta-feira, dia 21, trazendo a proposta de demonstrar mais do gênero Sci Fi.

O longa traz a ícone teen Chloë Grace Moretz (Carrie, A estranha) à frente do elenco, o que não foi suficiente para esconder a falta de concordância psicológica e sentimental da principal personagem com a realidade catastrófica do que se pode considerar o fim da espécie humana.

O filme começa introduzindo Cassie (Chloe) ao público, enquanto a mocinha busca incansavelmente encontrar o seu irmão Sammy (Zackary Arthur), levado para uma base militar comandada pelo nenhum pouco confiável Coronel Vosch (Liev Schreiber), sobre pretextos de proteção dos sobreviventes. 

A história parece interessante: sucessivos ataques estão sendo direcionados à Terra com o intuito de dizimar a vida como nós conhecemos.

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A primeira onda de ataques é suficiente para acabar com toda a energia do planeta. Na segunda, uma tsunami é responsável por ceifar a vida de 40% da população terrestre. No terceiro ataque, pássaros começam a transmitir uma forma quase mortal (exceto por alguns imunes) do vírus da gripe aviária. Na quarta onda, os visitantes indesejados passam a ter a capacidade de se infiltrar na Terra, utilizando a forma humana. Horripilante, não é?

Não para Cassie, seus amigos e parentes, que parecem lidar com a invasão alienígena como uma circunstância corriqueira e superficial. No período que suscede a primeira onda, não observamos nenhum sinal de estresse psicológico atenuado nos personagens, nenhuma situação de desespero extremo. É o fim do mundo, mas ainda há tempo de ir para a escola, considerar tudo como um grande blackout, observar passivamente o que parece uma base alienígena flutuar no céu da cidade e ficar estáveis quando uma onda gigante e um surto viral matam o resto dos sobreviventes que se tem conhecimento.

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Quem diria?

Principalmente para a Cassie, sobra tempo para atividades mais interessantes, como viver um romance com um dos protagonistas e até participar de um triângulo amoroso, incluindo uma ex-colega de escola, deixando claro que nunca é tarde para o amor! Ah, o amor!

Resta saber se a continuação da história emplacará o coração do público que espera por dias melhores. Ao menos pode-se afirmar que o filme não conquista como seus companheiros de gênero Jogos Vorazes e Maze Runner, aclamados pela crítica e eternizados pelos fãs do estilo Sci/Fi aventura. #Famosos #Cinema