Uma bela notícia foi divulgada no final do dia de ontem, sexta-feira, 5, pelo site da revista Rolling Stone Brasil. Em comemoração aos 20 anos de “Roots”, clássico álbum do Sepultura, os irmãos Max e Iggor Cavalera, respectivamente ex-vocalista e ex-baterista da banda, vão se reunir novamente em uma turnê, mas, desta vez, para tocar todo o álbum na íntegra.

De acordo com informações do próprio Max Cavalera, em entrevista concedida ao ‘Planet Mosh’, a princípio, a turnê deve ser realizada apenas nos Estados Unidos, no entanto, existe a intenção, por parte de Max, de estendê-la para a Europa.

O irmão mais velho dos Cavalera não disse se tem a intenção de se apresentar com o irmão caçula no Brasil, muito menos se os outros integrantes do Sepultura, Andreas Kisser (guitarrista) e Paulo Jr.

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(baixista), vão também participar da turnê comemorativa. Kisser e Jr., juntamente com Iggor e Max, fizeram parte da formação clássica do grupo, que chegou ao auge justamente com o lançamento de “Roots”, em 1996.

O sucesso de "Roots"

Em 1996, o Sepultura já tinha mais de 10 anos de estrada e já era uma banda querida e respeitada no meio metaleiro e também no meio roqueiro de uma forma geral. No entanto, faltava ao grupo um disco marcante, que eternizasse a banda no universo do Rock and Roll mundial. E esse disco veio nesse ano.

“Roots” foi lançado e imediatamente caiu nas graças da crítica especializada e do público fã da banda e de metal, mas especificamente de trash metal. A faixa título (que traz a guitarra de Kisser cortante feito uma navalha, amparada pela bateria pesadíssima de Iggor, que parece pulsar; impulsionada pelo grito assustador de Max) abre o álbum e já soa como um chute no estomago de quem ouve, parecendo dizer, com todas as letras, e todos os gritos: “Toma aí.

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Esse é o nosso clássico!”.

O diferencial de “Roots”, não apenas na carreira do Sepultura, mas dentro do universo do rock e do metal brasileiro e mundial, é a fusão do som pesado do metal com as batidas fortes da #Música tribal afro-brasileira. Nesse sentido, a participação do músico baiano Carlinhos Brown no disco foi fundamental. O sucesso desta fusão fica ainda mais evidente na faixa “Ratamahatta”, na qual a tabelinha entre a bateria pesada de Iggor e o som marcante da percussão de Brown impressiona pela harmonia criada.

A participação de Carlinhos Brown no disco do Sepultura na época foi vista por muitos críticos roqueiros (antipáticos a axé music, que vivia o auge nos anos 90) como algo inusitado e fadado a não dar certo. Entretanto, o que a história mostrou foi que o álbum já nasceu clássico e colocou a banda brasileira na linha de frente do metal mundial, muito devido ao toque essencial do músico baiano, doa a quem doer...

Parabéns a todos os envolvidos pelos 20 anos desse disco incrível. E Max, na boa, reúne todos para um show especial aqui no Brasil, rapaz! “Roots” merece.

#Entretenimento #EUA