Quando se apresentou pela primeira vez no Brasil, durante a edição 2013 do festival Lollapalooza, o Alabama Shakes era uma banda norte-americana até então desconhecida da maior parte do público roqueiro brasileiro, que impera nesse evento. No entanto, o primeiro álbum da banda (“Boys & Girls”), lançado um ano antes, em 2012, já havia obtido boa aceitação da crítica, e ótimas vendas também, sobretudo, nos Estados Unidos (mais de 500 mil cópias).

Como poucos naquele Lollapalooza tinham conhecimento sobre o som da banda, coube ao próprio Alabama Shakes fazer as apresentações. De imediato, abriram o show com um petardo, “Hald On”, e pronto: os queixos de todos ali presentes já estavam no chão.

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Depois vieram outras pedradas impressionantes (“Rise to the Sun”, “Heartbreaker” e “Be Mine”), e logo todos queriam saber mais sobre a banda, mas, principalmente, sobre aquela voz, monumental, que parecia paralisar a todos que a ouvia.

A dona desta voz impactante chama-se Brittany Howard, vocalista do Alabama Shakes. A banda foi formada em 2009, em Athens (Alabama/EUA), e tem como demais integrantes: Heath Fogg (guitarra), Zac Cockrell (baixo), Steve Johnson (bateria) e Ben Tanner (teclados). Com “Boys & Girls”, a banda recebeu três indicações ao Grammy Awards em 2013 (“Melhor Gravação de Álbum”, “Melhor Single” [Hold On] e “Melhor Performance de Rock”), o que aumentou a curiosidade do público em torno da banda.

Com o sucesso do primeiro disco, se criou uma expectativa enorme, na crítica e no público, com relação ao segundo trabalho de estúdio da banda de Brittany.

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E a expectativa não foi frustrada. Em 2015 nasceu “Sound & Color”, e o mundo da #Música agradeceu pela confirmação do surgimento de uma grande banda. [Veja breve crítica do álbum no final desta matéria]

Agora, a expectativa em torno do show do Alabama Shakes, no mesmo festival Lollapalooza Brasil, é completamente diferente daquela apresentação de três anos atrás. Em março, eles desembarcam em São Paulo como uma das atrações mais aguardadas do evento, e, sem dúvidas, muita gente vai ao Autódromo de Interlagos, no dia 13, para testemunhar de perto o poder avassalador da voz de Brittany Howard.

“Sound & Color” confirma Alabama Shakes na linha de frente da música de seu tempo

Um disco que rasga a alma. Essa pode ser uma simples definição atribuída a “Sound & Color” (2015), segundo álbum de estúdio da banda norte-americana Alabama Shakes. O impacto que este álbum causa em quem o ouve é oriundo de uma fusão de ritmos poucas vezes vista na história da música pop. Rock, Soul, Funk, Blues, Jazz, R&B, e o que mais você conseguir identificar, são experimentados em possibilidades sonoras que beiram a perfeição criativa.

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Mas tudo isso, por mais que excepcional, serve, sobretudo, para que a voz de Brittany Howard brilhe e sobressaia ainda mais.

E é mesmo a voz de Brittany que alcança e dilacera a nossa alma nesse disco. Com 27 anos, ela demonstra total domínio das inúmeras possibilidades que se pode alcançar com o canto, ora como um grito rasgado (“Don’t Wana Fight”, “Gimme All Your Love”, “Gemini”), ora como um sopro, doce e leve (“This Feeling”, “Guess Who”, “Over My Heart”). Sua voz é o instrumento principal e responsável pelos efeitos bem-sucedidos do álbum.

“Sound & Color” alcançou o primeiro lugar da Billboard logo na semana do seu lançamento. O álbum foi incluído em quase todas as listas, mundo afora, dos melhores de 2015. Desde 2006, quando “Back To Black” de Amy Winehouse foi lançado, algo tão impressionante e magistralmente criativo não acontecia no mundo do Pop. Em seu segundo álbum, o Alabama Shakes comprova, de forma antológica, que música boa nada mais é do que aquela que toca a alma, e é isso, simplesmente isso, que a poderosa voz de Brittany Howard faz com quem ouve este maravilhoso disco.

#Entretenimento #Famosos