Diante muitas vezes da enxurrada de notícias que causam preocupação a todos, tais como: crises econômicas e políticas; guerras e rumores de guerra, fome, doenças, terrorismo, etc., é veiculada uma informação mais amena ou no mínimo curiosa que vem lá da longínqua Crimeia, região próxima da Ucrânia e da Rússia. Trata-se de um fantástico museu debaixo da água. O local encontra-se em uma área geográfica que é bastante freqüentada por muitos mergulhadores. Até agora sem novidades; entretanto, o que mais chama a atenção é que a área está repleta de bustos e estátuas de personagens famosos como Lênin, Marx e Stálin. 

O museu a “mar aberto”, se é que pode ser chamado assim, está a aproximadamente uns 100 metros da costa chamada de Cabo Tarhankut, que fica no lado ocidental da Crimeia.

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O museu das estátuas por uma fração de segundos lembra a lenda grega da medusa, criatura mitológica com cabelos que eram serpentes e rosto feminino, que acabava transformando os homens em estátuas petrificadas.

No caso do museu das estátuas, o mesmo encontra-se em uma profundidade de cerca de 10 a 12 metros e possui em torno de cinqüenta bustos e esculturas dos antigos dirigentes e líderes políticos da ex-União Soviética, o que inclui Marx, Lênin, Stálin e também cópias fieis dos grandes cartões postais da arquitetura mundial, assim como a Torre Eiffel, de Paris, e a Tower Bridge, de Londres.  

O “Beco dos Líderes”! É assim que é chamado o museu. Foi o mergulhador Vladimir Broumenskyy, da cidade de Donetsk, hoje reduto separatista ucraniano pró-Rússia, no ano de 1992 que teve a brilhante idéia de criar esse acervo submerso no mar, justamente por ocasião do início do colapso da URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, quando as estátuas e bustos dos outrora renomados representantes e líderes comunistas estavam sendo extirpadas dos centros urbanos pela população comum.

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Parte dos bustos e estátuas foi conduzida à capital russa, Moscou, compondo, então, parte de uma coletânea que é o famoso “Parque dos Heróis Caídos”. As outras que remanesceram na região de origem, foram agrupadas pelo mergulhador Vladimir e transportadas para o Cabo Tarhankut, para depois serem afundadas no oceano. 

Enfim, por incrível que possa parecer, a quantidade das exposições do museu só faz crescer gradativamente, e a localização em um local que é muito frequentado por praticantes de mergulho submarino, acaba estimulando o aumento do número de visitas ao museu Beco dos Líderes. #Decoração #Curiosidades #Arte