O documentário de longa-metragem "Amy" foi o grande vencedor da categoria na edição de 2016 do Oscar. Apesar de abordar um tema pesado, sobre o histórico da cantora e compositora britânica Amy Winehouse, a Academia premiou o trabalho realizado pelo diretor britânico Asif Kapadia, de 44 anos, e autor também de "Senna", sobre o lendário ex-piloto brasileiro de Fórmula-1.

A produção causou muita discórdia por ter abordado a família da artista de forma bastante agressiva, até com algumas insinuações polêmicas. O pai dela, Mitch Winehouse, foi retratado como manipulador e oportunista, e até como uma pessoa "fria", principalmente ao escrever um livro de memórias após o abrupto falecimento da filha.

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Amy foi encontrada morta em sua casa, em Londres, no dia 23 de julho de 2011. Ela tinha somente 27 anos, mas sofria com problemas de dependência química. Segundo a polícia, a causa da morte foi excesso de álcool em seu organismo. Ela chegou a passar por tratamentos para se desintoxicar e até com gravou um hit com o nome de "Rehab" (reabilitação), uma das principais faixas do álbum "Back to Black", de 2006.

A estrela que se apagou cedo demais

Apesar de o diretor Kapadia, ao subir ao palco, ter entoado um discurso enaltecendo as qualidades de Amy, a elogiando como uma pessoa sensível e inteligente, o documentário faz um apanhado de altos e baixos da cantora. Desde sua infância, quando já esbanjava talento para cantar jazz, blues e outros ritmos, até o seu o seu triste funeral, a obra disseca com raro discernimento as dificuldades que ela enfrentou no decorrer da vida.

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O casamento com Blake Fielder-Civil - que teria introduzido as drogas mais pesadas em seu cotidiano, como a heroína e o crack - explora bem como o relacionamento entre os dois beirava a loucura. "Vou amar você incondicionalmente, até o dia em que meu coração parar e eu cair morta", teria dito Amy, em uma declaração de amor ao ex-marido pra lá de extravagante.

Os surtos de Winehouse durante as turnês não chegaram a ofuscar seus prêmios, como o Grammy. A família de Amy repudiou o documentário, mas os fãs que o assistiram, em sua maioria, passaram a sentir ainda mais falta  da estrela que encantava com uma voz poderosa, cujo tom parecia ser propositalmente despretensioso e malicioso.  #Entretenimento #Famosos #Cinema