O escritor, ensaísta e pensador italiano Umberto Eco, morto em Milão, na última sexta-feira, aos 84 anos, vitimado por um câncer, terá um livro póstumo lançado no próximo fim-de-semana. Insatisfeito com os rumos do mercado editorial de seu país natal, Eco fundou recentemente a La Nave de Teseo (O Navio de Teseu, em tradução livre), uma editora independente criada ao lado de outros colegas de profissão. A coletânea "Pape Satàn Aleppe" abriga um compêndio de artigos publicados pelo autor na revista "L'Espresso", na coluna "Le Bustine de Minerva", desde 2000.

A intenção do escritor era fazer frente ao todo poderoso Silvio Berlusconi, ex-primeiro ministro da Itália, magnata dono de inúmeros veículos de #Comunicação, além de outros negócios.

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Apesar da súbita notícia de seu falecimento, houve tempo para que os colaboradores de Umberto Eco, como a escritora Elizabetta Sgabi, pudessem fazer os arranjos necessários para a publicação da obra antes do previsto, ainda em fevereiro, porém sem data de lançamento no Brasil.

Ao jornal "La Repubblica", seu editor confirmou que Eco havia manifestado a intenção de publicar a obra "Pape Satàn Aleppe" somente em maio, mas a doença, já em estágio avançado, prejudicou os planos do polêmico escritor, cujo seu mais cultuado romance, "O Nome da Rosa", de 1980, ultrapassou a marca de 30 milhões de cópias vendidas e foi traduzido para 40 idiomas. Sua última obra de ficção, "Número Zero", abordou como o mau jornalismo e a manipulação de notícias prejudicam a comunicação e afetam o senso crítico da mídia.

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Prestígio

Nascido a 5 de janeiro de 1932, na cidade de Alexandria, ao norte da Itália, Umberto Eco notabilizou-se no meio acadêmico também como filósofo e semiótico. Ele era diretor da Escola Superior de Ciências Humanas na Universidade de Bolonha, na Itália, e foi docente em universidades de enorme importância, como as norte-americanas Yale, Harvard e Columbia. Além de "O Nome da Rosa", o escritor "assombrou" o mundo com obras como "O Pêndulo de Foucault” (1981), "Baudolino" 2000" e "O Cemitério de Praga", de 2010, além de suas inúmeras contribuições como ensaísta e professor.  #Livros #Literatura