Considerado um dos maiores fotógrafos de todos os tempos, o brasileiro Sebastião Salgado é um dos mais celebrados ícones da fotografia brasileira e mundial. Nascido em Aimorés, Minas Gerais, o artista comemora seus 72 anos de vida nesta segunda-feira, dia 8.

Das pouco mais de sete décadas de vida de Sebastião Salgado, quatro delas foram dedicadas à fotografia. Formado em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo e doutor no mesmo tema pela Université de Paris, Sebastião Salgado mudou seus rumos no início dos anos 70, quando viajou para a África pela primeira vez. Então trabalhando para a Organização Internacional do Café, em Londres, Salgado foi até Angola para trabalhar em um projeto sobre a bebida energética, mas as complexidades e a cultura africanas lhe despertaram a paixão para a fotografia, dom que ditou a sua carreira dali em diante.

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De volta a Paris, onde reside até os dias de hoje, Salgado trabalhou como fotógrafo freelancer e integrou as equipes das agências Sygma e Gamma, até chegar à Magnum. Na lendária agência francesa, Salgado foi destacado para cobrir o início do novo presidente norte-americano, John Reagan. Em 30 de março de 1981, o brasileiro conseguiu um de seus primeiros grandes destaques fotográficos, registrando o atentado a tiros praticado por John Hinckley Jr. contra Reagan.

 

Reconhecimento internacional e publicações

Com o sucesso das fotos, Salgado pode juntar verba para viajar à África e se dedicar a outros projetos particulares. Em 1986, o fotógrafo lançou seu primeiro livro com registros fotográficos. De volta ao seu continente de origem, Outras Américas mostra a pobreza e as pessoas vivendo sob duras condições na América Latina.

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Com suas poderosas e reflexivas imagens, Salgado registrou seu estilo pessoal e começou a marcar seu nome na história da fotografia. No mesmo ano, o fotógrafo publicou Sahel: O Homem Em Pânico, com registros feitos ao longo de doze meses através de uma parceria com a ONG Médicos Sem Fronteiras.

Nos anos que se seguiram até o início da década de 90, Salgado mergulhou no projeto Trabalhadores Rurais, que mais uma vez denotou sua predileção por um fotojornalismo impactante e investigativo, com interesse aprofundado em buscar imagens questionadoras registradas em locais de pobreza e condições complexas.

Conectado com movimentos sociais e causas humanitárias, o fotógrafo realizou uma exposição no escritório das Nações Unidas, em Nova York, no ano 2000. Mais uma vez impactante, as fotos mostravam retratos de crianças abandonadas e em duras condições. As imagens integram o livro Retratos de Crianças do Exodô, lançado no mesmo ano da exposição.

Atualmente

Casado com Lénia Wanick Salgado, o fotógrafo e sua esposa abriram a agência Imagens da Amazônia em 1994.

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Pai de dois filhos, Sebastião Salgado teve parte de sua trajetória contada no documentário O Sal da Terra, dirigido por seu filho Juliano Ribeiro Salgado em parceria com o consagrado diretor alemão Wim Wenders. O fotógrafo também coleciona prêmios, tendo vencido praticamente todos os reconhecimentos fotográficos existentes. #Entretenimento #Famosos #Comunicação