O intelectual italiano Umberto Eco, ícone da #Literatura no século 20, morreu nesta sexta-feira (19), deixando como legado uma coleção de títulos para a atual e as futuras gerações. Ele tinha 84 anos, completados recentemente, em 5 de janeiro.

A editora italiana Bompiani confirmou o óbito de Eco. Ele morreu na casa dele, em Milão. A causa não foi revelada, mas sabe-se que o escritor lutava contra um câncer.

Escritor, ensaísta e professor universitário, Eco ficou conhecido, internacionalmente, graças ao sucesso “O Nome da Rosa”, publicado originalmente em 1980, quando rapidamente se tornou um best-seller internacional.

EM FAMÍLIA

O escritor nasceu em 5 de janeiro de 1932, em Alexandria, uma cidade industrial na região do Piemonte, no noroeste da Itália. Seu pai, Giulio, atuava como contador em uma empresa de metais; sua mãe, Giovanna, trabalhava em escritório.

Publicidade
Publicidade

Quando criança, Eco passava horas do dia no porão de seu avô, fazendo leituras por meio de uma coleção eclética. No cardápio, obras de Júlio Verne e Charles Darwin.

Eco e sua esposa, Renate Ramge, tinham apartamentos em Paris e Milão, além de uma mansão do século 17, nas colinas perto de Rimini, no mar Adriático. Eles tiveram dois filhos.

LIVROS

Eco formou-se em Filosofia, em 1954, na Universidade de Turim. Em 1956, lançou seu primeiro trabalho: “O problema estético em Saint Thomas”. 

A atenção internacional chega em 1980 com “O Nome da Rosa”, traduzido para cerca de 30 línguas. A narrativa junta a fórmula romance policial com traços de história, unindo intriga, mistério e o maravilhoso mundo medieval. Além do impresso, o enredo foi adaptado para o #Cinema.

Sua obra célebre se passa em um monastério italiano do século 14, onde os monges estão sendo assassinados por seus correligionários empenhados em esconder um tratado filosófico perdido.

Publicidade

Apesar de ter capítulos inteiros dedicados às discussões sobre teologia e heresias, Eco conseguiu cativar uma audiência de massa.

Depois disso, Eco publicou “O Pêndulo de Foucault” (1981), que trata de uma trama envolta no ocultismo e outros mistérios. Em 2015, após vários sucessos, lança aquela que será reconhecida como sua última obra: “Número Zero”, cujo pano de fundo é a manipulação na imprensa.

"Eu penso em mim como um professor sério que, durante o fim de semana, escreve romances", se definiu, certa vez. #Europa