Em 2016, temos então mais um ano bissexto. E como uma pequena comemoração deste dia “extra” que ganhamos a cada quatro anos, confira abaixo quatro #Curiosidades a respeito do nosso calendário.

 

Papa Gregório XIII

O calendário usado hoje pela maior parte do mundo foi instituído em 1582 pelo papa Gregório XIII, nascido Ugo Boncompagni (1502 – 1585), e se tratava de uma melhoria do calendário então usado: o calendário juliano, que havia sido implementado por Júlio Cesar em 46 a.C.

A principal diferença entre os dois calendários está em sua contagem do tempo. Para o calendário juliano, um ano possui 365 dias e um quarto (6 horas), ou seja, 365,25 dias.

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O calendário gregoriano corrigiu isso para 365,2425 dias, bem mais próximo do tempo real que a Terra leva para contornar o Sol.

Essa diferença entre o calendário juliano e o gregoriano pode parecer minúscula (e é: trata-se, grosso modo, de cerca de dez minutos a menos no ano), mas considerando que ela foi acumulada ao longo de mais de 1600 anos vemos que esses dez minutos fizeram toda a diferença, como nos mostra o item abaixo.

 

A perda de 10 dias

O calendário gregoriano estava dez dias a frente do calendário juliano. Para corrigir essa discrepância, quando os países que até então usavam segundo começaram a adotar o primeiro a medida mais recorrente foi a de simplesmente cortar dez dias do ano.

Assim, países como Espanha e Portugal foram do dia 4 de Outubro de 1582 para o dia 15 do mesmo mês e ano.

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Já a França, que também adotou o calendário em 1582, foi do dia 9 de dezembro para o dia 20 do mesmo mês.

Contudo, talvez o resultado mais estranho da implementação do calendário gregoriano tenha vindo justamente de um país que não quis cortar os dez dias de seu calendário, como veremos abaixo.

 

30 dias em fevereiro

Houve pelo menos uma situação em toda a #História na qual realmente houve um dia “30 de fevereiro”.

Quando a Suécia decidiu adotar o calendário gregoriano, ao invés de cortar vários dias do calendário a ideia era ir fazendo isso aos poucos, ignorando os anos bissextos que iam de 1700 a 1740.

A coisa começou bem, e em 1700 o dia 29 de fevereiro foi omitido. Porém, por conta de outros problemas a resolver a ideia de omitir a data nos anos de 1704 e 1708 foi esquecida, então agora não apenas o calendário não batia com Gregoriano como também estava um dia a frente do Juliano.

Em 1712 a Suécia decide reinstaurar o calendário juliano, e para compensar o um dia de adiantamento foi dado um dia a mais para fevereiro, nos dando possivelmente o único caso conhecido de um dia “30 de fevereiro” na história.

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Adoção demorada

Se hoje o calendário gregoriano é o mais usado no mundo, foi preciso literalmente séculos para que o mesmo alcançasse esse ponto.

Quando de sua implementação oficial, em outubro de 1582, apenas alguns países adotaram o novo calendário, incluindo ai os já mencionados Espanha e Portugal. Outros países europeus, especialmente os países de religião protestante, porém, demoraram muito mais, com a Grã Bretanha só mudando para o calendário gregoriano em 1750.

O último país europeu a adotar o calendário foi a Grécia, em 1923, décadas após mesmo diversos países da do extremo oriente, como o Japão (que adotou o calendário em 1873), a Coreia (adotou em 1895) e a China (que adotou o calendário oficialmente em 1912, ainda que ele só viria a ser efetivamente implementado em todo o país a partir de 1929). #Igreja