A cerimônia do Oscar 2016 será realizada neste domingo, dia 28 de fevereiro, em Los Angeles (Estados Unidos), motivo de grande expectativa para cinéfilos, jornalistas, críticos de #Cinema e demais admiradores da sétima arte em todo o mundo. Para esta edição (a 88ª da história deste evento), oito produções em longa-metragem concorrem à estatueta de “Melhor #Filme”.

Dentre os já apontados por crítica e público como os favoritos, estão: “O Regresso”, “Spotlight: Segredos Revelados”, “A Grande Aposta” e “O Quarto de Jack”. O jornalista e crítico de cinema Marcel Góes avalia as possibilidades reais destes quatro fortes concorrentes.

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“Dentre estes quatro apontados como possíveis ‘favoritos’, acredito que ‘O Regresso’ desponta como o ‘favorito dos favoritos’. Isso não significa que ele seja o melhor entre os outros, mas não tem como negar que ele tem ‘cara de Oscar’. Trata-se de um filme denso, que exige do expectador uma abertura maior de sua concepção de narrativa fílmica para conseguir acompanhar a história até esta se findar. Mas é um filme que traz consigo símbolos fortes, e que costumam ser decisivos no Oscar. Dentre eles, destaco a força do protagonista. Este é o trunfo que pode dar a estatueta para o filme”.

“Acredito que ‘Spotlight’ pode ser uma ótima opção caso a academia queira surpreender, como já fez em várias edições anteriores (algumas bastante criticadas, lembram de ‘Argo’?). É um filme com um roteiro original muito bem elaborado e que conta com um elenco entrosado, que se apresenta com muita naturalidade em cena.

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Remete aos bons tempos de filmes investigativos (como ‘Todos os homens do presidente’). Para mim, não seria injusto se levasse o principal prêmio da noite”.

“Gosto de ‘A Grande Aposta’, mas o vejo como ‘azarão’. É um filme interessante, mas não daria o Oscar. Ele tem uma mistura (eu diria que até poucas vezes vistas de forma bem sucedida no cinema de Hollywood), entre suspense e humor (leve), mas é um pouco complexo também (trata de crise econômica, mercado imobiliário, linguagem cifrada...), e isso pode dificultar as chances da obra nesta disputa”.

“Já com relação a ‘O Quarto de Jack’, trata-se de um filme angustiante e é o meu preferido destes ‘quatro favoritos’. Porém, acho difícil vencer, pois, apesar de ser uma grande história, tem menos peso midiático para o Oscar. É um drama forte, que se sustenta muito pela atuação dos protagonistas (a mãe e o filho presos em um quarto isolado). Pode levar em outras categorias (roteiro adaptado, talvez)”.

Melhor Diretor

Já na categoria “Melhor Diretor”, cinco indicações foram feitas pela Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood.

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Despontam como favoritos: Alejandro Gonzáles Iñárritu (“O Regresso”) e Tom McCarthy (“Spotlight: Segredos Revelados”). Contudo, para Marcel Góes, surpresas podem acontecer nesta categoria.

“Iñárritu é o novo queridinho da academia e é o favorito sim. No entanto, ele já venceu no ano passado por ‘Birdman’. Será que a moral dele está tão grande assim? O Oscar não costuma dar duas estatuetas seguidas (dois anos seguidos) para ninguém, e em nenhuma categoria. Eu até acho que ele merece, mas acredito que, nesta categoria, não dará a lógica, e, para mim, Iñárritu não leva”.

“Meu palpite vai para Tom McCarthy (‘Spotlight’) ou Lenny Abrahamson (‘O Quarto de Jack’). Ambos merecem, pois, conseguiram manter o domínio dos seus respectivos elencos até o final. A narrativa do filme de McCarthy é mais corrida, cheia de nuances e reviravoltas, o que dificulta a manutenção do foco na lógica da história, mas o diretor consegue seu objetivo. Abrahamson tem uma história mais densa, com um ritmo mais lento, o que também é difícil de manter, mas ele mantém. Vejo os dois como as melhores opções do Oscar para não dar o bi a Iñárritu”.

Concorrem também à estatueta de “Melhor Diretor”: Adam Mckay (por “A Grande Aposta”) e George Miller (por “Mad Max: Estrada da Fúria”). #Entretenimento