Quando o ator Ben Afleck foi anunciado como o novo Bruce Wayne/Batman os fãs ficaram preocupados. Choveram críticas contra a escalação do ator, algo semelhante ao que aconteceu com Chris Evans quando foi escalado para viver o Capitão América. Afinal de contas, Afleck foi o protagonista de uma das piores adaptações de histórias em quadrinhos: o filme Demolidor, de 2003. Muitos se perguntaram se o ator tinha o necessário para encarnar um dos personagens mais ícônicos dos quadrinhos. Ou se seria um fracasso como foi George Clooney no filme Batman & Robin, de 1997. A trilogia de filmes do diretor Christopher Nolan havia acabado e muitos achavam aquele o Batman definitivo.

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Tais temores foram se dissipando quando começaram a sair as primeiras imagens do longa. E com os trailers muitos chegaram à conclusão de que este poderia ser talvez a melhor encarnação do Cavaleiro das Trevas no #Cinema. E agora em 2016 o diretor Zack Snyder nos entrega um filme repleto de ação e que serve de pontapé inicial para o Universo Cinematográfico da DC.

O filme se passa dezoito meses após os acontecimentos visto em O Homem de Aço, quando o Superman na sua luta contra o General Zod, causa grande destruição à cidade. O sentimento de muitos é de medo, ao passo que outros encaram o Superman como um Deus. Batman, depois de duas décadas combatendo o crime em Gotham City, acredita que o kriptoniano é uma ameaça à humanidade. Esse é o mote para o embate entre os dois heróis.

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O Batman de Zack Snyder utiliza-se de várias histórias clássicas do personagem, mais notadamente das idealizadas por Frank Miller. O Batman encarnado por Ben Afleck é mais sombrio, soturno, que utiliza de armas, não tem dó de bater e até matar. É um homem que atua praticamente fora da lei. É um Batman com uma carga dramática tensa, bem diferente da imagem de milionário playboy e sedutor de outros filmes. O Superman de Henry Cavill repete o que deu certo no filme anterior: o ator mostrou que ele é o novo Homem de Aço e deve ficar assim por um bom tempo. Mas o filme tem outros dois destaques.

Jesse Einsenberg faz um Lex Luthor cínico, psicótico, manipulador, mostrando que o ator foi uma escolha acertada para o personagem encarnado anteriormente por Gene Hackman e Kevin Spacey. Mas a grande surpresa foi a atriz israelense Gal Gadot, que calou a boca dos críticos que diziam que ela não tinha o tipo físico apropriado para ser a Mulher Maravilha. Com boa presença de cena quando aparece, o ápice da personagem ocorre quando ela aparece no meio da luta contra o Apocalypse (mostrada em parte nos trailers).

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É impossível não apreciar a cena em que ela aparece.

Enfim, o diretor Zack Snyder conseguiu fazer um filme mais sombrio, mais adulto, com um Batman mais duro, mais visceral e um Superman destituído da aura de bom moço. Snyder conseguiu mostrar a Trindade da DC Comics e abriu a porta para o filme da Liga da Justiça. Com uma abordagem mais sombria, destituída do tom colorido das produções do Universo Cinematográfico da Marvel, a DC deve agradar sua legião de fãs. Estes aplaudem e agradecem. E que venha o filme da Liga da Justiça.

Saiba mais sobre o filme nos links abaixo:

Batman vs Superman: A Origem da Justiça

Batman vs Superman estreia nos cinemas, cercado de muita expectativa #Entretenimento