Quando o assunto é Dança do Ventre, umas das primeiras coisas que vêm à cabeça da maioria das pessoas são conceitos que lhes remetem a sedução e erotismo.  Mas, na verdade, o que muita gente não sabe é que essa dança surgida entre cinco a seis mil anos antes de Cristo tinha outro significado: era uma dança de ritual religioso, dançada secretamente por sacerdotisas (guias espirituais de um povo) para homenagear e invocar a deusa Isis (deusa da fertilidade). 

O conceito sedução veio só mais tarde, em consequência da invasão dos mouros ao Egito, que apropriaram-se não só do território, mas também de sua cultura e tradições, incorporando-as, divulgando-as e disseminando-as pelo mundo.

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Assim a Racks Sharki (nome original que significa dança do oriente) ganhou o mundo, os haréns, outras finalidades e outros significados.

 Por se tratar justamente de uma cultura da qual nos apropriamos, é preciso ir além das técnicas de execução de movimentos, da vaidade, do "espetáculo pelo espetáculo". É preciso nos aprofundarmos nos aspectos históricos e folclóricos. Ela não pode ser simplesmente dançada , deve ser compreendida, interpretada, respeitada e honrada.  

Mas e o mistério, afinal, o que é ele?

Impossível falar de dança do ventre sem mencionar as palavras: Emoção, sentimento e energia. Numa dança carregada de história e simbolismos, ela possui algo surpreendente: Seja pelo som vibrante dos tambores ou pelas notas melodiosas dos instrumentos de cordas, é possível conectar-se a si mesma e a natureza, quase que como em estado de meditação.

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Todas essas ações permitem canalizar sentimentos como a raiva, mágoa, a tristeza, e outros tantos, externando  tudo aquilo que inevitavelmente mais tarde, se manifestaria em doenças e distúrbios.

 Já dizem os ditos populares: "A boca cala, o corpo fala" ou "mente são, corpo são". Não por acaso, esta modalidade tem auxiliado no combate à traumas, distúrbios emocionais como transtorno de ansiedade, síndrome do pânico, depressão e auxiliado no tratamento de doenças tais como o câncer.

Em outro aspecto, a dança incita à introspecção, ao "olhar para si" e nesse ínterim a mulher percebe suas necessidades, carências e mágoas sufocadas. Uma oportunidade de detectar e descobrir as causas de seus sofrimentos e superá-los. Sendo assim, emerge mais forte e passa a compreender seu papel no mundo, valorizar  sua essência e seu interior mais do que seu exterior. Independentemente do seu estereótipo, toma consciência que é um ser especial e único em todo o universo, e que suas diferenças é o que faz a diferença. 

A bailarina e professora Ju Marconato de Araraquara (SP) é considerada um ícone no Brasil.

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Além do seu bailado perfeito e majestoso, a característica marcante da sua #Arte é justamente extrair os benefícios espirituais dessa dança de uma forma muito inspiradora. Sua metodologia consiste em complementar a prática da dança com momentos de reflexões, tanto pessoalmente em suas aulas e cursos, quanto através de cd's de autoajuda onde ela apresenta um material cuidadosamente selecionado para que as pessoas escutem nos momentos que necessitam.

Por tudo isso fica muito claro que a magia e o mistério, adjetivos tão usados para descrever esta dança, são por motivos muito mais nobres do que supõe a visão limitada e desinformada dos ocidentais: o simplesmente seduzir.

O poder da dança do ventre é um poder de cura, é o elo da mulher e sua feminilidade. O resgate do auto amor e um convite a vida. #Alimentação Saudável