Em 1971, o grupo Pink Floyd atravessava uma fase de mudanças, tanto em sua formação, quanto ao estilo de suas músicas. Depois que Syd Barrett, afastado do conjunto por problemas decorrentes pelo excesso de uso de drogas, os roqueiros britânicos, aos poucos, abandonaram sua vertente psicodélica, para assumir o rock progressivo. O show que começou a marcar esta guinada ocorreu em 1972, nas ruínas de Pompeia, cidade localizada ao sul da Itália, e que foi devastada pelo vulcão Vesúvio em 79 D. C.

Nesta quarta-feira, dia 16 de março, o ministro da Cultura da Itália, Dario Franceschini, trouxe boas novas aos fãs através do Twitter, anunciando que o virtuoso guitarrista David Gilmour se apresentará em Pompeia, durante o verão europeu.

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"Chegamos a um acordo. Depois de 45 anos, David Gilmour tocará de novo em Pompeia nos dias 7 e 8 de julho", celebrou Franceschini, em breve comunicado.

O evento deverá ocorrer no Anfiteatro Romano, e não Grande Teatro, palco do show que originou o documentário de 1972. O cenário para a apresentação de David Gilmour - que esteve no Brasil no ano passado pela primeira vez - o Anfiteatro Romano tem capacidade para receber aproximadamente 2 mil pessoas. Na antiguidade, antes da construção do famigerado Coliseu de Roma, o local recebia os combates de gladiadores.

Depois do lançamento do álbum "Pink Floyd - Live at Pompeii", o quarteto caiu de vez no gosto do público, especialmente com o lançamento do cultuado álbum "The Dark Side of The Moon". Um dos discos mais vendidos até hoje, ressaltando que foi gravado ainda em 1973, a obra foi determinante para que o grupo britânico fizesse a transição do gênero psicodélico para o progressivo, em alta na década de 1970.

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Os gênios e suas divergências

Depois da saída de Syd Barrett, o Pink Floyd se firmou sob a liderança do baixista e vocalista Roger Waters. Compositor de raro talento e gênio complicado, ele tinha ao seu lado o tecladista Richard Wright, e o baterista Nick Mason, além, claro, de Gilmour. Waters se desligou do grupo em 1985, alegando "diferenças conceituais" com os demais membros. Já nesta época, a rivalidade com Gilmour havia se acirrado demais, pois ambos - considerados geniais como compositores - exerciam diferentes tipos de liderança. Gilmour era mais assertivo ao receber conselhos de Wright e Mason, ao passo que Waters era visto como um membro egocêntrico demais.

O setlist do show marcado para Pompeia em julho ainda não foi divulgado e se será baseado no sucesso de 1972. Existe a possibilidade de que Gilmour, hoje com 70 anos, procure inserir algumas canções de seu novo disco solo "Rattle that lock", com clássicos da época da antiga formação, como "Echoes (partes I e II)", "A Saucerful of Secrets", "One of These Days" e "Set the Controls for the Heart of the Sun".

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O disco "Pink Floyd - Live at Pompeii" foi gravado sem público e dirigido por Adrian Maben, com alguns realizados por ele posteriormente em estúdio. Além do show anunciado pelo ministro italiano, o guitarrista confirmou apresentações em Verona, no norte da Itália, nos dias 10 e 11 de julho. #Entretenimento #Música #Arte