Antes de 2011, pouca gente conhecia o trabalho da rapper curitibana, que ganhou visibilidade desde sua indicação como "Aposta" no Video Music Brasil. Em 2014, ela lançou "Tombei", uma parceria com o Tropkillaz, que a alçou a um estrondoso e merecido sucesso.

Apresentando-se na última edição do Lollapalooza, seu show deixou o palco Trident pequeno e ofuscou as apresentações internacionais, contando ainda com a participação de MC Carol.

Sua mistura de rap, #Música eletrônica e elementos de diversos outros estilos é uma lição de empoderamento dentro de um gênero predominantemente masculino, que é o rap brasileiro. Seu trabalho não deve ser encarado apenas pela originalidade e qualidade musical, mas também pela forma como ela é capaz de se empoderar e estimular outras pessoas, servindo de modelo para jovens negras - uma representação que, sabemos, sempre esteve em falta na mídia.

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Para quem não esperava muito de sua apresentação ou não a conhecia, Karol com certeza conquistou novos fãs. Seu discurso é condizente com sua postura, capaz de inspirar uma geração que se acostumou a praticamente endeusar cantores norte-americanos e europeus, mas que presta pouca atenção ao que é produzido em seu próprio país. Do palco, ela diz: "Vivemos em uma sociedade que nos obriga a seguir padrões", e afirma que está ali para dizer que não se importa com os padrões. 

Ao convidar MC Carol para sua performance no Lollapalooza, funkeira, negra, gorda e também feminista, Karol contribuiu ainda mais para esse empoderamento necessário. As duas colocaram o palco abaixo com "Toca na Pista", ao lado de MC Tchelinho, agitando um público onde a diversidade também estava bem representada.

Quando terminou de tocar seu maior hit, "Tombei", a rapper mandou sua mensagem: "Nós, feministas, vamos levar o Brasil para a frente.

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Aceita que dói menos"... Não há dúvidas de que o país precisa de Karol Conka, de MC Carol, de Valeska Popozuda, de Pearls Negras, de As Bahias e a Cozinha Mineira, enfim, de cada vez mais artistas mulheres empoderadas para protagonizar essa revolução cultural necessária e dar fim a um machismo entranhado numa sociedade que se diz múltipla, mas onde o conservadorismo persiste. Então, nas próprias palavras de Karol, quando mamacita fala, vagabundo senta. #Entretenimento