O filme Ben Hur, de 1959, estrelado por Charlton Heston e Stephen Boyd, dirigido por William Wyler e produzido por Sam Zimbalist, é considerado um dos maiores filmes de todos os tempos. Indicado a 12 Oscars, o filme ganhou 11, incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor ator, feito esse que demorou 38 anos para ser alcançado em 1997, com Titanic, de James Cameron.  Baseado no livro Ben-Hur: A Tale of the Christ, de Lew Wallace, o longa teve um custo de cerca de 15 milhões de dólares, sendo o filme mais caro produzido até aquela época. Foram usados 8 mil figurantes, 100 mil figurinos e 300 sets de filmagens. E agora, em 2016, teremos uma nova versão da história de Judah Ben Hur e Messalah.

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Quais os desafios do novo filme?

É quase desnecessário dizer que a comparação com o filme clássico vai ser inevitável, pois este é praticamente perfeito em todos os quesitos. O novo filme será dirigido pelo diretor cazaque Timur Bekmambetov, que dirigiu o controverso filme  Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros, de 2012, o que leva muitos a questionar a capacidade do diretor de dirigir um filme desse porte. O elenco não é dos mais conhecidos, contando com britânico Jack Huston no papel de Judah e Tobby Kebbell no papel de Messalah. Morgan Freeman foi escalado no papel de Sheik Ilderin, responsável por convidar Ben-Hur para a corrida de bigas, um indício de que o personagem talvez tenha mais tempo de cena e seja mais desenvolvido nesta nova produção. E, não menos importante, o brasileiro Rodrigo Santoro viverá Jesus, o qual, diferente do filme de 1959 em que Jesus não falava nada e não era mostrado o seu rosto, ficando apenas subentendido de quem se tratava para quem estava assistindo, neste, terá falas no filme e mostrará o rosto.

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E visto que Morgan Freeman está no filme, surgiram as piadinhas de que Deus e Jesus Cristo estarão no mesmo filme, numa alusão ao papel de Freeman nas comédias Todo Poderoso e A Volta do Todo Poderoso.

O filme tem o desafio de contar uma história clássica, que influenciou outras produções do gênero, para as novas gerações. Dificilmente se tratará de um filme longo (o filme de 1959 tem 3h40min de duração bem executados), visto que isso é raro nos dias de hoje em que as produções têm uma média de duração de 2 horas. Assim, fica a curiosidade: como o diretor Timur Bekmambetov vai contar a mesma história sem deixar enormes furos no roteiro? Como vai contar a história de Jesus em paralelo com a história de Judah Ben Hur, se o for fazer? Terão os atores que interpretarão os papéis principais o carisma necessário para representar os seus respectivos papéis?

Ben Hur é um filme magnífico. Fala de ambição, traição, vingança, bondade, amor e perdão. Para muitos, é um filme que não deveria ser refilmado, assim como obras de arte como O Poderoso Chefão, Apocalypse Now, Casablanca e E O Vento Levou.

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Mas ainda é cedo para começarmos a atirar as pedras. Basta esperarmos para ver se o remake vai, pelo menos, ser metade do que o diretor William Wyler e o produtor Sam Zimbalist fizeram em 1959. #Entretenimento #Cinema