Um novo museu com uma proposta diferente: ajudar as pessoas a desenvolverem "empatia", que é a capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa. Segundo uma pesquisa, 98% das pessoas têm essa capacidade, mas apenas poucas conseguem fazer isso completamente. Em vista do crescente individualismo e graves manifestações de preconceito, o pensador Roman Krznaric, criou esse interessante museu itinerante em Londres em 2015. Com a forma de uma enorme caixa de sapatos, esse museu abriga muitos pares de sapatos que pertenceram a uma enorme variedade de pessoas. O visitante entra, escolhe um par de sapatos e caminha com ele por uma milha, mais ou menos um quilômetro e seiscentos metros.

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Enquanto caminha, através de fones de ouvido o visitante ouvirá a história do dono dos sapatos, como se fosse uma conversa com alguém que não está lá. Poderá ver o mundo através dos olhos de uma outra pessoa, segundo sua própria maneira de ver as coisas. A ideia vem do termo inglês "in your shoes", que significa literalmente "nos seus sapatos", mas que realmente quer dizer se colocar no lugar de outra pessoa. 

Existem histórias incríveis, como a de um homem que sofreu um golpe e foi preso acusado de tráfico de drogas. Depois de inocentado e sair da prisão, só pensava em vingança. Mas ele fez um curso de artes e aprendeu a canalizar para sua arte a raiva que sentia. Isso influenciou outros presidiários. Um deles, por exemplo, acabou descobrindo que tinha muito talento para desenhar personagens da Disney.

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Outra história é a de um homem que faz bingo semanal como drag queen. O visitante ouve suas histórias caminhando com um par de enormes sapatos de saltos altos.

A incapacidade das pessoas de enxergar o ponto de vista alheio e de levar em conta as experiências e sentimentos dos outros é, muitas vezes, a origem do preconceito, conflitos sociais e desigualdade. Para tentar amenizar esse quadro, a empatia pode ser um verdadeiro antídoto. Esse projeto visa transformar a forma como as pessoas olham o mundo e para si mesmas. Desde histórias de crianças no Teerã até a de alguém que nasceu cego ou um soldado numa guerra, o objetivo é poder viver outras experiências e abrir a mente.

Nesse museu também se encontra uma Biblioteca Humana, onde ao invés de se emprestar um livro, se empresta uma pessoa para conversar e ouvir suas histórias. 

Sem dúvida, é uma ideia original. Resta saber se isso vai mesmo ajudar as pessoas a desenvolver essa qualidade. #Educação #Comportamento