A Grécia enfrenta um momento sensível de sua história moderna. O Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional reconhecem que a economia do país está em crise, que os seus próprios planos de socorro mirabolante não surtiram o efeito desejado e que os juros bancários atingem níveis exorbitantes.

Inclusive, retorna ao palco das discussões mundiais por parte das autoridades e críticos diversos, se a Grécia deve permanecer ou não na União Europeia. Mesmo diante de um cenário tão obscuro, é inegável que o país “imortal” do Mediterrâneo, além de sua rica história milenar e beleza paradisíaca, produziu também, no âmbito da cultura, alguns filmes de relevância não só na cinematografia grega, mas em nível internacional. Confira  alguns exemplos dessas películas:  

  • A Eternidade e um dia (Theo Angelopoulos, 1998): Angelopoulos é o cineasta mais importantes do #Cinema grego e um dos mais destacados em toda a #Europa. "A Eternidade e um Dia" foi vencedor da Palma de Ouro em Cannes e é o único que recebeu os melhores comentários dos críticos especializados e dos espectadores que o assistiram. É a narrativa da relação entre um poeta que está morrendo (Bruno Ganz) e um garoto albanês exilado (Achilleas Skevis). 
  • O ogro de Atenas (Nikos Koundouros, 1956): é considerado o 'Cidadão Kane' da cinematografia grega, combinando o melhor neo-realismo italiano e o uso da luz do expressionismo alemão, cujo protagonista, Dinos Iliopoulos, interpreta um bancário comum que tem a sua vida virada do avesso após ser confundido com um perigoso criminoso.
  • 'Z' (Costa-Gavras, 1969): apesar de ser uma produção franco-argelina, trata-se do melhor filme do diretor grego Konstantinos Costa-Gavras. A temática aqui é grega, pois tem o ponto de vista crítico e até bem humorado do período em que a Grécia esteve sob a ditadura do Coronel Papadopoulos. Na realidade é uma adaptação do romance de Vassilis Vassilikos e acabou ganhando o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
  • O rapaz que come a comida das aves (Ektoras Lygizos, 2012): é a imagem da população grega no início da crise econômica. Foi premiado no Festival de Sevilha, narrando a vida de um jovem talentoso cantor de ópera, que sobrevive roubando alimentos.
  • Nunca aos domingos (Jules Dassin, 1960): filme de sucesso de Jules Dassin e também um dos melhores sobre o tema da prostituição que já foi feito. A atriz Melina Mercouri, que, posteriormente, tornou-se a esposa de Dassin, interpreta Ilya, a rainha das prostitutas na região portuária de Piraeus. O filme foi nomeado para 5 Oscars, incluindo o de Melhor Filme. 
  • Miss Violência (Alexandros Avranas, 2013): premiado no Festival de Veneza, retrata o suicídio inexplicável de uma menina de 11 anos, filha de uma família aparentemente exemplar, que se atira da janela do prédio com um sorriso no rosto.   

Se a Grécia sairá ou não da zona do euro, não se sabe, mas fato é que o assunto novamente entra em cena nas discussões dos europeus e outros líderes do mundo.

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Por outro lado, ninguém, absolutamente ninguém, pode negar a herança cultural do pequeno país dos Bálcãs, inclusive no que diz respeito ao cinema mundial. #Comportamento