Morto em 9 de janeiro de 2004, aos 57 anos, o cineasta Rogério Sganzerla completaria 70 anos nesta quarta-feira, dia 4 de maio. Cultuado e celebrado como um dos mais importantes diretores do cinema brasileiro, o cineasta filmou ao longo de sua vida cerca de 30 filmes, entre curtas e longas metragens, documentários e filmes experimentais. Ele também teve uma carreira na dramaturgia, onde participou escrevendo e dirigindo peças de teatro. Confira abaixo uma seleção dos cinco principais filmes que marcaram a carreira do cineasta.

“O Bandido da Luz Vermelha”

Primeiro longa do diretor, então com 22 anos, “O Bandido da Luz Vermelha” (1968) se tornou um dos maiores clássicos do #Cinema nacional.

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Inspirado na história do criminoso catarinense João Acácio Pereira da Costa, que cometia seus crimes carregando uma lanterna com bocal vermelho, o filme estrelado por Paulo Villaça no papel principal e com Helena Ignez e Sônia Braga no elenco é considerado até hoje um dos melhores filmes já feitos no Brasil. O longa inaugurou o chamado “cinema marginal” e deu vazão à produção da chamada Boca do Lixo, em Sâo Paulo, que nas décadas seguintes concentraria a maior parte da produção cinematográfica brasileira.

“Nem Tudo É Verdade”

Primeiro dos quatro filmes realizados por Sganzerla sobre as filmagens do lendário cineasta norte-americana Orson Welles no Brasil em 1942, “Nem Tudo É Verdade” é um documentário que mistura a comédia e a ficção para contar as histórias da tentativa frustrada de Welles de filmar um longa em território brasileiro.

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Lançado em 1986, o filme traz em seu elenco artistas como Arrigo Barnabé e Grande Otelo.

“A Mulher de Todos”

Segundo longa de Sganzerla, “A Mulher de Todos” (1969), é uma comédia do gênero chanchada inspirada em uma história de Egídio Eccio. O filme mostra a sensacional personagem Ângela Carne e Osso, interpretada por Helena ignez. No elenco estão atores como Stênio Garcia e Jô Soares.

“Copabacana, Mon Amour’

Com trilha sonora de Gilberto Gil, “Copabacana, Mon Amour” (1970) foi um dos filmes produzidos por Sganzerla para a Bel-Air, produtora que montou ao lado do amigo Júlio Bressane. Considerado um dos filmes mais experimentais já feitos no Brasil, não chegou a ser lançado na época em virtude da censura ditatorial, que obrigou ainda Sganzerla e Gilberto Gil a se exilarem.

“O Signo do Caos”

Último filme lançado por Sganzerla em vida, “O Signo do Caos” (2003), foi o quarto e último filme sobre as tentativas de Orson Welles de filmar um longa no Brasil. O longa utiliza-se da ficção para relatar de forma cômica e crítica a censura sofrida por Welles no país, quando governado pela ditadura Vargas. #Entretenimento #Arte