Antes de se tornar um dos mais aclamados artistas do novo cenário da MPB, Kleber Cavalcante Gomes, ou Criolo Doido, como assinava antes, lançou um álbum essencialmente Hip-Hop no ano de 2006, intitulado ‘Ainda há tempo’.

O caminho foi tortuoso e após 20 anos de serviços prestados ao RAP, Criolo decidiu que não se dedicaria mais ao universo musical. Além de Hip-Hop e do cinema (participando de um curta-metragem), Criolo trafegava em outras vertentes musicais, indo do samba ao bolero e, até mesmo, às baladas.

Foi quando Daniel Ganjaman (do coletivo Instituto), ao lado do músico Marcelo Cabral se encantaram com o “trampo” de ‘Criolex’, e resolveram produzir aquele material que, muito provavelmente, passaria inédito, incólume do grande público, e, fatalmente, cairia no esquecimento.

Publicidade
Publicidade

Ali começava, feito um grande filme, a grande virada na vida de Criolo Doido, Kléber Gomes, ou, simplesmente, Criolo, uma das raras vozes inteligentes e poéticas na cena musical mainstream atual, mesmo que ele cultive ainda a essência do underground, berço de onde surgiu e embora atinja hoje os mais variados públicos, jamais saiu.

Nó na orelha

Quem não liga o nome à pessoa, se localizará com o hit “Não existe amor em SP”, uma canção densa, até um tanto “depressiva”, que atua como uma catarse, sobretudo nos shows de Criolo. A canção que alavancou Criolo ao sucesso e ao público puxou o álbum “Nó na orelha”, lançado em 2011 e produzido por Ganjaman, e tornando Criolo um dos nomes mais mencionados e festejados na cena cultural e musical brasileira e também mundial.

Convoque seu buda

Destacando-se pela musicalidade e performance de palco, e também pelas letras sagazes e inteligentes, Criolo ainda lançou dois LP’s singles antes de outro “Full álbum”: Subirusdoistiozin (2010), Duas de Cinco (2013) e Coccix-ência (2013).

Publicidade

Até que em 2014, vem ao mundo o novo disco, “Convoque o seu buda”. Com nuances de #Música africana misturadas ao rap e reggae, Criolo conta com a participação da cantora Tulipa Ruiz e Juçara Marçal, expoentes da neo-mpb, e lança sua veia poética “sem massagem” para criticar a sociedade de consumo, além do capitalismo.

Em 2015, Criolo participa do projeto “Viva Tim Maia”, onde interpreta canções do “síndico” ao lado de Ivete Sangalo.

Relançamento do primeiro álbum

Retomando as raízes, Criolo relança seu primeiro disco, “Ainda há tempo”, como novos arranjos, mas com a mesma mensagem, que continua atual. O disco está disponível para baixar de graça no site do cantor, e você também pode ouvir em streaming dando o play logo abaixo:

 

  #Arte