Buscando, no mínimo, reduzir a insatisfação do meio artístico com o fim do Ministério da Cultura (MinC), o presidente em exercício Michel Temer prometeu, na tarde de quarta, que viabilizará um aumento dos recursos para o setor. Em áudio distribuído aos diversos órgãos de imprensa, o presidente Temer também assegurou maior destino de verbas para a Cultura.

De acordo com o governante, ao trazer a pasta para incorporá-la ao Ministério de Educação, a intenção era não reduzir, mas elevar consideravelmente a sua potencialização dentro do território brasileiro. O valor de quanto será esse crescimento de verbas, no entanto, não foi divulgado.

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Ainda conforme o chefe da nação, o extinto Minc possui um débito entre R$ 220 milhões a R$ 230 milhões, mas que havia conversado com o Henrique Meirelles (Ministro da Fazenda) para quem pediu que o acerto.

Outro a falar sobre o assunto foi o  Ministro da Educação e Cultura, Mendonça Filho, em entrevista coletiva após a posse do novo secretário nacional de cultura, Marcelo Calero. Segundo Mendonça, o orçamento para as atividades culturais de 2017 servirão para recompor uma queda orçamentária de 25% dos últimos dois anos. assegurando, dessa maneira, um crescimento real para o setor. Ele ainda garantiu, de maneira categórica, que, aos longo dos próximos 19 meses, existirão outras vantagens.

Assim como Michel Temer, o ministro reafirmou o compromisso de acertar os valores que estão em atraso, especialmente aqueles ligados aos programas de financiamento.

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Segundo ele, a dívida do MEC com os produtores culturais é de R$ 236 milhões.

Nos último dias, em vários eventos (show do cantor de axé Carlinhos Brown, em Salvador, Festival de Cannes, na França e invasões de sedes da Funarte nas capitai dos estados), vários artistas se juntaram a membros ligados às atividades culturais para demonstrarem como estão insatisfeitos com o fim do Ministério da Cultura. Durante a sua posse, o novo secretário nacional da pasta, Marcelo Calero, que tinha a mesma função na prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, disse ser tudo isso uma forma de assegurar a democracia, mas pede um maior diálogo para se encontrar uma solução pacífica. Ainda segundo Calero, haverá um encontro com todas as partes envolvidas no imbróglio. #Arte #Crise no Brasil