Dois anos de exercícios literários diários podem resultar em quê? Para Rodrigo Domit o resultado da experiência foi o 'Colcha de Retalhos', coletânea de contos lançada em formato impresso, digital e audiolivro.

“Todo dia, de segunda a sexta, eu me obrigava a escrever um texto curto e publicá-lo em um blog. Quando descobri o Prêmio SESC de #Literatura, em 2008, resolvi organizar uma coletânea, com 100 textos, para inscrever no concurso. Como reunia uma variedade enorme de temas, estilos e experiências, todos curtos, reunidos com toda a atenção para que o conjunto fosse interessante, o título acabou vindo naturalmente”, conta Rodrigo.

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Nascido em Curitiba, Rodrigo Domit é graduado em Comunicação Social e se dedica a escrever poesias e contos desde 2003. Embora cunhado por um paranaense, o 'Colcha de Retalhos' não ficou limitado a um único estado. Pelo contrário, suas páginas se espalharam pelo Brasil – o lançamento aconteceu no SESC, em Brasília, e Rodrigo já coleciona uma série de classificações em concursos literários de abrangência nacional.

Além de manter-se ativo na participação de concursos literários pelo país, Rodrigo tem uma preocupação especial com a questão da acessibilidade. “Sempre pensei em acessibilidade como um conceito amplo e universal em todas as áreas. Levando este conceito para a literatura, em um país com carências severas na formação de leitores, a acessibilidade torna-se algo, a meu ver, fundamental”, comenta.

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A versão impressa do 'Colcha de Retalhos' chegou a muitas pessoas de forma gratuita: dos 2,2 mil exemplares, cerca de 1,5 mil foram distribuídos para bibliotecas, autores, escolas e leitores ou deixados em locais públicos pelo Brasil. Disponibilizado para download gratuito, o e-book, com o conteúdo integral da obra, pode ser acessado ainda por leitores de qualquer lugar do planeta, extrapolando o número de unidades físicas.

“Essa distribuição é uma maneira de fomentar a leitura e, ao mesmo tempo, de colocar minha obra para circular. Na rua, nos centros culturais, nos bares e na internet, vou ter mais espaço do que se eu ficar esperando uma grande editora, com um grande esquema de distribuição, ‘descobrir’ minha obra e colocá-la para brigar por espaço nas livrarias”, explica Rodrigo.

Se o acesso ao livro já era amplo, tornou-se ainda maior com a iniciativa de transformar o trabalho em audiolivro. Neste caso, o foco continua sendo a acessibilidade, mas “o público-alvo da obra não são apenas as pessoas que não podem ler: a ideia era oferecer o acesso a elas, mas, além disso, oferecer uma outra experiência literária a todos que podem ouvir”, conta Rodrigo. 

Para adaptar os textos e criar o áudio, a ideia foi alinhada à proposta do livro; uma coletânea de contos sobre vários assuntos, seria narrada pela compilação de várias vozes.

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Na hora de colocar a ideia em prática, o caminho escolhido foi abrir espaço e pedir a colaboração de leitores.

“Abri um edital convocando as pessoas a gravarem os textos e me enviarem por e-mail. Demorou algum tempo para reunir tantas vozes. E mais tempo ainda para editar os textos um a um, procurar ou produzir os efeitos sonoros e deixar o material pronto, do meu agrado, para colocar na rede”, comenta o autor, que trabalhou no projeto do audiolivro por dez meses.

Ainda colhendo frutos da publicação do 'Colcha de Retalhos', Rodrigo conta que não deixou de participar de concursos, que, afinal, são um aspecto significativo da sua carreira. “Eu comecei a acreditar que podia ser escritor quando fui selecionado no primeiro concurso literário de que participei: o extinto Concurso de Contos Luiz Vilela”, lembra.

Além dos concursos, o autor se dedica à organização de dois novos #Livros; um de poesias, outro de contos. “Aos escritores, perguntam ‘quando vem o romance?’ na mesma frequência com que perguntam ‘quando vem os filhos?’ aos recém-casados. Agora, nunca. Amanhã, não sei”, conclui Rodrigo.

O 'Colcha de Retalhos' pode ser acessado no endereço: http://livrocolchaderetalhos.blogspot.com.br #Arte