Nos dias de hoje, os livros de fantasia têm tomado as prateleiras de livrarias e das casas de muitos leitores brasileiros. 

A grandiosa obra do escritor Frank Joslyn Baum (conhecido como L. Frank Baum) "O Mágico de Oz", colocou os olhos dos fanáticos por romance, voltados para a ficção fantástica. Mas, somente em 1997, com a obra da autora inglesa J. K Rowling, Harry Potter e a Pedra filosofal, este gênero foi consolidado no Brasil.

Antes disso, em 1955, a saga Senhor dos Anéis de J. R. R. Tolkien, já havia firmado essa categoria no exterior, porém, a obra só foi traduzida em meados de 1991 e, somente, ganhou destaque dez anos depois após ir para os cinemas.

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Essa crescente ascensão no gênero e as facilidades da internet estão sendo um grande incentivo para autores independentes. O escritor Antônio Alves, que publicou, recentemente, a fábula "A Sociedade da Aliança Dourada", nos contou um pouco sobre esse maravilhoso universo e deu dicas para quem pretende se aventurar como escritor independente.

O gênero fantasia se popularizou bastante nos dias atuais, muito se deve a obras como Harry Potter e o Senhor dos Anéis. Como você vê essa ascensão no mercado literário? É bom para as publicações independentes?

Eu não vejo como concorrência, muito pelo contrário. Quando surgiu "A Sociedade da Aliança Dourada" eu não conhecia essas obras. Eu morava numa cidade do interior do Mato Grosso, de 12 mil habitantes. Não tem cinema, não tem biblioteca. Quando vim pra São Paulo, que me aprofundei nestes universos, vi o quão importante estes dois marcos representam para o universo da fantasia.

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Despertou o interesse de mais pessoas pelo gênero. E as pessoas descobrem que o universo é amplo, cheio de estórias para serem contadas.

Vamos falar agora da sua obra. "A Sociedade da Aliança Dourada – O Ataque ao Vale de Aruna" conta a estória de Morian, um príncipe que enfrenta muitos desafios para salvar o seu pai de um terrível feitiço e, no meio do caminho, ele se vê em um dilema moral, entre salvar a vida do pai ou salvar uma comunidade de gnomos. Qual foi a inspiração para este personagem, como foi o processo de criação da moral e do caráter dele? É meramente ficcional ou você se espelhou em alguma pessoa?

Quando escrevemos, colocamos um pouco de nós na estória. Morian não foi inspirado em mim, e, se fosse, não seria tão corajoso ao ponto de fazer aquela escolha. Mas talvez seja inspirado, consciente ou inconscientemente, em pessoas que eu conheço. Não saberia apontar agora, mas sei que fui juntando as melhores partes de quem conheço e fui dando a ele. Acho que o caráter dele é medido pela coragem de enfrentar os caminhos sombrios com um único e claro objetivo: salvar o pai.

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Qual o conselho que você pode passar para quem adora este tipo de #Literatura e está querendo se aventurar como escritor independente?

O primeiro grande conselho é: ACREDITE. Coloque seu estado psíquico em ordem e aponte para um caminho que você quer seguir. Acredite na sua capacidade de escrever. Acredite na estória. Acredite nos seus personagens. Acredite, mesmo que algumas pessoas não gostem, mesmo que você ouça “não” várias vezes, mesmo que pareça improvável que ela venha a se tornar realidade.

O segundo grande conselho é: DIVIRTA-SE. Ria de você. Brinque com esta possibilidade de criar novos mundos e respeite sua existência. Você é o canal que liga as pessoas a este mundo de ideias, então, se você não se divertir com isso, pode ser difícil fazer com que os leitores se divirtam.

O terceiro grande conselho é: ESTUDE. Faça da escrita um hábito tão importante quanto a leitura, mas não faça disso um sacrifício. Isso precisa ser gostoso para você. Precisa te dar prazer e satisfação. Só assim você será capaz de se tornar um elo entre estes dois mundos.

E boa sorte nesta incrível jornada literária. #Livros #entrevista