Além de Paulo Leminski, outra importante baixa para a cultura brasileira no dia 7 de junho de 1989 foi a cantora Nara Leão. Nascida em Vitória, no Espírito Santo, Nara estudou violão desde os 14 anos de idade e se tornou professora do instrumento aos 18.

Considerada a musa da Bossa Nova, a cantora realizava reuniões em seu apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro, onde os principais músicos do gênero se reuniam para tocar e confraternizar.  Após o golpe militar de 1964, Nara se tornou uma das diversas artistas que se opuseram ao regime e relatam isso em sua obra, gravando canções de protesto contra o governo vigente no Brasil durante aquele período.

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Entre seus muitos destaques estão o espetáculo Opinião, que estrelou em 1964, sendo substituída por Maria Bethânia no ano seguinte. Em 1966, Nara venceu o Festival de #Música Popular Brasileira apresentado pela TV Record, quando cantou a música “A Banda”, de Chico Buarque.

Nara Leão também foi uma das artistas de destaque do chamado movimento Tropicalista, participando do famoso disco Tropicália Ou Panis Et Circenses, de 1968. O movimento foi considerado uma das principais manifestações culturais do Brasil dos anos 60, reverberando na produção cultural do país até os dias de hoje.

Casada com o cineasta Cacá Diegues desde 1967, de quem se separou em 1976, Nara Leão teve duas filhas. Em 1986, a cantora descobriu um tumor maligno no cérebro. Impossível de ser removido via cirurgia por estar em uma região muito delicada do cérebro, o tumor a vitimou em 1989, aos 47 anos.

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