O flautista, compositor e produtor musical recifense, Zé Da Flauta, que em 1991, teve indicação ao Grammy, o mais importante prêmio da indústria fonográfica mundial, pela produção do disco "Brazil: forró – music for maids and taxi drivers", lança seu primeiro disco solo, "Psicoativo" e afirma que “cinquenta por cento da história com esse trabalho teve a preocupação com a melhor estética artística, musical e visual. É um disco convidativo à audição”.

Com 61 anos de idade e 43 de carreira, o flautista, que foi integrante do Quinteto Violado, Ave Sangria e tocou com Alceu Valença, Robertinho do Recife, Elba Ramalho, Chico Science, entre outros, diz que esse disco era um projeto antigo, mas precisava de tempo para desenvolver essa ideia.

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“Fazer um disco requer muito tempo. O pré-requisito número um para a criação é o ócio. Se você não parar para criar você não faz nada. É um ócio custoso. Não houve músicas compostas com outra finalidade que eu tenha colocado aqui. Todas as músicas foram compostas para esse disco. Levei três anos para compor, para aprender a gostar delas”, explica o músico.

Psicoativo é composto por nove faixas e é um disco assumidamente roqueiro. “É um clássico do rock nordestino. É o melhor produto de rock do Nordeste e eu reuni o melhor do rock que tá lá em Surubim (município pernambucano)", comemora orgulhoso, Zé Da Flauta. Além do flautista, fazem parte da banda, o guitarrista Tuca Araújo, parceiro de produção do disco, o baterista Rodrigo Barros, o baixista Tontonho e o tecladista Wagner Melo.

O trabalho conta ainda com a participação especial dos músicos também pernambucanos, Gilú Amaral, Paulo Rafael, Márcio Lo Miranda (mineiro), Tovinho e Naná Vasconcelos, autoridade mundial em percussão, que morreu pouco depois das gravações.

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“Quando eu convidei Naná para participar do disco, eu já tinha tocado todas as percussões da faixa Nanáturalmente e ele perguntou: o que eu vou fazer? Eu quero que você participe com a sua voz. E ele fez uma percussão de voz como só ele sabia fazer”.

Ouça, na íntegra, o álbum Psicoativo:

Na opinião do crítico de #Música italiano Raffaele Cascone, “Psicoativo é um disco que tem personalidade. É emocionante”, comentou. E isso é verdade. Essa característica própria é refletida no som da flauta que bebe na fonte do mago Hermeto Pascoal, das bandas de pífano do Nordeste e do flautista de rock escocês, Ian Anderson, integrante da banda Jethro Tull.

Sobre o título do disco, Zé Da Flauta faz questão de deixar claro, que ao contrário de alguns comentários, “Psicoativo não é uma apologia às drogas. É uma homenagem às mentes criativas. Todas as músicas terminam em mente. Esse advérbio serve para inverter a ordem das coisas”. A justificativa encontra-se em títulos de faixas como Ativamente, Nanáturalmente, Enlouquecidamente, Surubinamente e outras.

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Ele explica que toda #Arte é psicoativa. “Arte é uma junção de inspiração com a transpiração. Quando ela é inspiração, é psico e quando ela é transformação, é ativa, é trabalho”, filosofa. Ele continua, “veja que bonito! Naná, menino nascido em Peixinhos (bairro de Olinda) virou cidadão do mundo só por causa da mente criativa dele”.

A divulgação do disco terá início no Recife, em agosto, com uma noite de autógrafos na loja Passa Disco, na Galeria Sítio Trindade, no bairro de Parnamirim. Em setembro, Zé Da Flauta segue em turnê para São Paulo, onde fará show no Sesc Belenzinho e mais dez cidades do interior paulistano. Na sequência, toca em Curitiba e Florianópolis, retornando no final de outubro. Existe ainda a possibilidade de, em fevereiro, durante o carnaval, haver uma participação no Festival Psicodália, em Rio Negrinho, Curitiba. #Ser Educacional