A produção franco-polonesa teve sua estreia brasileira nesta quinta-feira (14). O filme é baseado em uma história real sobre a vida de uma médica francesa ateia que prestou grande ajuda à freiras da Polônia.

A diretora de #Cinema Anne Fontaine, nascida em Luxemburgo,atualmente vive na França, porém boa parte de sua infância e adolescência foram vividos na capital portuguesa, Lisboa. Lá ela conviveu de perto com a #Religião católica, mesmo não acreditando em Deus. Vinte anos depois Fontaine mergulhou profundamente na vida de dois conventos franceses, vivendo o dia-a-dia do lar católico em uma preparação para contar a história real que aconteceu no final da segunda guerra mundial, onde uma  médica francesa ateia conseguiu ajudar muitas freiras polonesas.

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Em entrevista ao UOL, a diretora do drama "Agnus Dei" confessa que, para ela, é de grande importância aproximar-se da realidade das religiosas, por isso perguntou o que elas achavam do roteiro e da história do filme. Pediu também que dessem suas opiniões sobre maternidade. A produção franco-polonesa teve uma ótima recepção na França e EUA.

O drama acontece no final de dezembro de 1945 e narra a história de Mathilde Beaulieu, uma médica que trabalhou na Polônia num posto francês da Cruz Vermelha, por ocasião da segunda guerra mundial, que estava terminando. Em meio a toda devastação da guerra, a médica foi procurada certa vez por uma freira polonesa que pedia socorro. Sem entender direito o idioma, Mathilde resiste, mas logo compreende que o caso é grave e decide acompanhá-la. Quando chegam ao convento, descobre que várias freiras foram violentadas por tropas russas e muitas estão prestes a dar à luz.

Anne Fontainne consegue desenvolver uma trama bem complexa com mulheres de diferentes personalidade que se unem para buscar uma solução para algo tão 'fora do comum' onde freiras são estupradas, ficam grávidas e questionam a própria fé.

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Anne teve conhecimento dessa história, baseada em fatos reais, através de seu produtor, Eric Altmayer, que diz ter conhecido uma parenta da médica francesa. "Pensei na atualidade do tema  e me senti muito próxima dessas mulheres", confessa Anne. #Crime