Anna Muyalert estará em Fortaleza no próximo dia 28 para uma roda de conversa sobre seu novo filme, "Mãe só há uma", conforme informou o jornal "O Povo". A roda acontecerá no #Cinema do Dragão, na Fundação Joaquim Nabuco, logo após a exibição do longa, por volta das 19h. A produção traz a história de Pierre, um menino que descobre aos 17 anos sua verdadeira história: ele foi roubado, quando criança, dos pais biológicos, que o procuram desde então. É um drama baseado em fatos reais.

Em 2015, Anna tornou-se conhecida após o seu filme "Que horas ela volta?" ter sido bem aceito pela crítica especializada e indicado para diversos prêmios.

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A história de Val, uma babá pernambucana que vai para São Paulo e deixa uma filha, reencontrando-a apenas com 13 anos, discutiu questões como problemas sociais e conflitos familiares. Jéssica, a filha, foi ao encontro da mãe com o objetivo de estudar, mas as duas não se entendiam bem. Como muitas brasileiras, Jéssica era a primeira de sua família a frequentar uma universidade.

No novo filme, Muyalert traz a discussão sobre o tema "família", mas envolve outras questões atuais como gênero e sexualidade postas no comportamento de Pierre. O adolescente se relaciona com ambos os sexos e usa roupas e acessórios comumente usado pelas mulheres (vestido, maquiagem e outros). É, portanto, uma produção que incita o público a refletir e discutir sobre o que é imposto pela sociedade como certo ou errado para crianças e adolescentes do sexo feminino ou masculino.

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Segundo Anna informou ao "O Povo", o filme custou R$ 1,8 milhão, menos da metade de "Que horas ela volta?" (R$ 4 milhões). Ela afirmou ainda que o baixo custo acabou lhe dando mais liberdade de produção, o que permitiu a ela trabalhar um tom mais "intimista" no filme. 

"Mãe só há uma", como o anterior, deverá colecionar indicações e prêmios. Já estreou como melhor Queer da seção Panorama do Festival de Berlim. O lançamento foi há poucos dias na abertura do 11º Festival de Cinema Ibero-Americano em São Paulo.

"Que horas ela volta"

Em março, ao receber o prêmio "Faz Diferença", Muyalert disse que depois que o filme foi exibido, muitas pessoas procuraram por ela e disseram se identificar com a personagem.“Eu dedico esse prêmio à todas as Jéssicas da vida real. E dedico ao pai e a mãe desses jovens que são o ex-presidente Lula e a presidente Dilma”, disse. A fala foi um reconhecimento aos programas de acesso à universidade criado nos governos de Lula e Dilma.

No último sábado, o filme recebeu o Troféu "Cine y Educacion en Valores", em Punta del Este, Uruguai, durante o Prêmio Platino de Cinema Ibero-Americano. #Arte