No ano de 2016, o Instituto Tomie Ohtake organiza uma mostra com enfoque sobre a influência feminina na vida e obra de Pablo Picasso.

Tal como misturar as tintas para obter a cor perfeita, assim foi Picasso com suas mulheres. Elas se revezavam nos papéis de amantes, amigas, modelos, musas e prostitutas. Sua opinião sobre elas? “máquinas para o sofrimento”, “deusas ou capachos”.  Mesmo assim, ele as fascinava e as dominava.

A exposição montada em Sampa que se intitula “Picasso: Mão erudita, Olho Selvagem” começou dia 22 de maio e vai até 14 de agosto. Nela, estão 116 trabalhos, entre gravuras, esculturas e quadros.

“A mulher é fundamental para entender Picasso”, afirma a curadora francesa, Emilia Philipot, do Musée National Picasso – Paris.

Publicidade
Publicidade

SEDUTOR E MULHERENGO

A vida amorosa de Picasso é cheia de histórias, dignas daquelas de render uma novela em que cada capítulo é uma emoção. Mantinha relações esquizofrênicas, pregava o casamento aberto e foi acusado de sadismo. Certa vez, trocou de esposa, mas não trocou de amante. Se sua #Arte é um livro, as páginas estão cheias de mulheres. Vidas amorosa e artística, em Picasso, não podem se dissociar jamais.

Para entender melhor, segue um breve relato sobre as principais influências femininas na arte de Picasso:

  • Fernande Olivier: a primeira namorada dele. Conheceram-se em Paris e Fernande era modelo para vários pintores, incluindo o próprio Picasso. Sua fase artística é tomada pela passionalidade;
  • Eva Gouel: era namorada de seu amigo pintor, Louis Marcoussis. De aparência esbelta e frágil. Morreu de tuberculose em 1915, deixando Pablo devastado;
  • Olga Khokhlova: a bailarina russa o conheceu em Roma. Pablo fora convidado para desenhar o cenário e o figurino do espetáculo, “Parade”, do qual Olga participava. Paixão avassaladora. Ela largou a profissão para viver com ele na Espanha. Casaram-se e tiveram um filho, Paolo. Ciumenta, foi a mulher de convivência mais difícil, tornando a vida de Picasso muito conturbada. Por isso, ele se apaixona por sua amante Marie-Thérèse Walter e a engravida; 
  • Marie-Thérèse Walter: não tinha ideia de quem ele era, um artista consagrado. A relação foi marcada pela  ardência. Na cama, a história era mais apimentada: com direito a práticas de sadismo e masoquismo. O relacionamento durou quase uma década e tiveram uma filha, Maya, em 1935. Marie-Thérèse se enforcou em 1977;
  • Dora Maar: inteligente, politizada, olhos verdes e cabelos negros. Ficaram juntos por sete anos. Ao mesmo tempo, Picasso se relacionava com Françoise Gilot, o que causou o rompimento. A fotógrafa Dora Maar entrou em quadro de depressão e desenvolveu esquizofrenia, a ponto de ser internada em um hospital para doentes mentais;
  • Françoise Gilot: a pintora era uma ruiva de 21 anos e Picasso tinha 62 anos. Amor a primeira vista, partiram para o sul da França. Tiveram dois filhos: Paloma e Claude. Durante a relação com Françoise, Picasso manteve vários casos extraconjugais. Farta de ser esposa de “fachada”, ela decidiu por terminar o relacionamento. Por ironia (ou não) do destino, foi a única que deu o famoso pé na b.....do “garanhão” pintor. Ferido pela atitude de Françoise, Picasso passou por uma fase onde criou e produziu muito. É a única mulher viva de todas – atualmente, com 94 anos de idade;
  • Jacqueline Roque: foram vinte anos até a morte de Picasso, em 1973. A francesa Jacqueline tinha 25 anos e o pintor espanhol, 71. Empenhada e dedicada, foi sua agente e secretária. Fez Picasso se distanciar dos círculos sociais. O artista retribuiu com mais de 400 obras de arte e um imenso trabalho em cerâmica. Legou para Jacqueline uma fortuna de US$ 250 milhões. Não foi o bastante para ela, que se suicidou em 1986, alegando que a vida não era nada sem Picasso.

VISITAÇÃO EM SÃO PAULO

O horário aberto ao público é das 11h às 20h.

Publicidade

De terça a domingo. Lembrete: as terças-feiras, é gratuito mediante retirada de senhas na porta do Instituto. Ingressos: R$ 6,00 e R$ 12,00. Endereço: Av. Brig. Faria Lima, 201. #Famosos #Expo