A sitcom animada da #Netflix estreou no último dia 22 e, como era de se esperar, já é um dos destaques do mês. Tal sucesso se deve à qualidade crescente desde sua estreia em 2014. Se outrora a série apelava para um humor nonsense para criticar a vida das celebridades de Hollywood, hoje as camadas de drama que cercam a vida dos personagens parecem ser adicionadas cuidadosamente ao longo dos episódios, com uma pitada de humor negro. 

No último ano, a série acabou com um ar positivo, o filme dos sonhos de #bojack sendo finalizado e ele se preparando para sair da vida de subcelebridade, mas com um aviso de um velho mandril de que é necessário muito esforço.

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Pois bem, a terceira temporada abre com a corrida pelas indicações na temporada de prêmios e com um objetivo bem específico: ser indicado ao Oscar de melhor ator. Com uma premissa dessas, parece que as coisas estão melhorando na carreira de Bojack, mas seus tormentos e angústias parecem crescer cada vez mais. Enquanto alguns personagens se aprofundam em seus dramas, outros estão lá apenas para nos fazer rir, como o Sr. Peanutbutterm com sua visão otimista e quase inocente do mundo e sua esposa Diane, que perde bastante espaço nessa temporada.

Vale o destaque para o quarto episódio, que é passado quase completamente debaixo d'água, onde Bojack tenta levar um bebê cavalo-marinho (uma ironia discreta, mas que revela muito do personagem) de volta para sua mãe enquanto tenta consertar mais um erro causado pela sua personalidade, dessa vez com a diretora de cinema Kelsey. O drama aqui toma conta do episódio, ainda que a piada final seja uma das mais sutis e inovadoras da temporada.

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As críticas ao mundo das celebridades continua firme, dessa vez abordando até mesmo temas polêmicos como o aborto, além de expor feridas da sociedade como só uma sitcom lançada exclusivamente para a internet poderia fazer com tanta liberdade.

Não que a série tenha deixado seu humor característico de lado, mas o grande diferencial de Bojack Horseman é com certeza a forma em que os episódios são contados, de forma seriada, onde você é obrigado a assistir os episódios de maneira ordenada. Essa ferramenta é usada para explorar o passado do protagonista, dessa vez focando no ano de 2007, ano do seu último fracasso profissional na televisão. 

Com o seu passado explorado de forma cada vez mais inteligente, conhecemos melhor também o passado de outros personagens como da Princesa Carolyn e de Todd, um dos personagens mais queridos pelo público. Aqui os exageros são deixados de lado, a série caminha com um pé na realidade e outro no lúdico, sabendo balancear bem o drama e a comédia em uma série cativante e inovadora, ainda que force a conclusão de certas situações, como na trama de Todd. Aguardamos pela quarta temporada com boas expectativas, os ganchos no roteiros foram colocados de maneira que nos instiga a querer mais. Esperamos então até o ano que vem, até lá, temos muita coisa boa pra ver. #Seriados