No último dia 16, uma publicação do jornal francês Le Monde causou uma grande polêmica ao afirmar que vitória do atleta brasileiro Thiago Braz, no salto com vara, foi resultado de interferências de forças místicas. A reportagem escrita pelo jornalista do Le Monde, Anthony Hernandez insinuava que o técnico francês Philippe d'Encausse tivesse sentido "forças místicas, talvez do candomblé", durante a competição. 

Entretanto, toda polêmica relacionando d'Encausse à frase não passou de um mal entendido. Segundo o próprio jornalista do tablóide francês, a afirmação partiu dele próprio, uma forma de licença literária. Acontece que o técnico, surpreso com o resultado do atleta brasileiro, exclamou em tom de admiração "Ce pays est bizarre", que em português significa "este país é estranho" e Hernandez complementou sua reportagem afirmando que "inconscientemente, o técnico sentiu forças místicas, talvez do Candomblé".

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Anthony Hernandez ainda brincou com a situação fazendo relação ao clima instável do dia afirmando que "Iansã, a divindade que controla os ventos e as águas decidiu relembras os bons momentos dos saltadores (com vara), estes meros mortais que desafiam as leis da gravidade". 

A BBC Brasil, responsável por atribuir a frase diretamente ao técnico francês já alterou sua publicação corrigindo a situação.

Relação entre o Candomblé e as Olimpíadas Rio-16 tem histórico negativo

Em julho deste ano, o Comitê da Rio-2016 decidiu que apenas cinco religiões teriam representantes no centro ecumênico da Vila Olímpica, nenhuma de matriz afro. Somente os cristãos, judeus, hindus, budistas e mulçumanos tiveram espaço nestas #Olimpíadas o que causou alvoroço entre  os representantes das religiões afro-brasileiras.

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A decisão teve como justificativa a impossibilidade de atender a todos que quisessem ter um representante de sua religião na Vila - são mais de dez mil religiões no mundo - e a escolha é baseada na quantidade de atletas e as religiões mais comum entre eles.

Representantes do Candomblé e da Umbanda - esta última genuinamente brasileira - afirmaram que o comitê perdeu a oportunidade de demonstrar um gesto contra a intolerância religiosa. #candomblé #Rio2016