O príncipe Judah Ben-Hur (Jack Huston) é falsamente acusado de traição por Messala (Toby Kebbell), seu irmão adotivo e soldado do Império Romano. Condenado à escravidão, retorna cinco anos depois, em busca de vingança.

O livro Ben-Hur traz uma história com enredo simples, de amizade, traição e vingança. Escrito por Lew Wallace em 1880, a partir de uma aposta feita com um amigo (se Cristo, de fato, existira), tornou-se um dos maiores clássicos da literatura mundial, não sem motivos.

O personagem Ben-Hur vive na mesma época que Jesus Cristo, e  suas vidas se cruzam. E o autor reproduziu a época com maestria. Wallace pesquisou a vida de Cristo durante dois anos, além de fazer inúmeros estudos sobre história antiga e história de Roma.

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A refilmagem de Bekmambetov, no entanto, não segue a trama do livro, apostando numa adaptação centrada na história dos dois irmãos - irmãos apenas no #Filme, convém acrescentar. No texto de Wallace, os personagens eram amigos de infância.

E, ao centralizar a trama em torno de perdão e redenção, possíveis, conforme sugerido no filme, pelo contato com Cristo, o diretor deixa de lado toda uma parte histórica do original em troca de um viés religioso.

Se lido sem ardor religioso, percebe-se, no livro, os motivos políticos que levaram à condenação de Jesus Cristo, um entre vários profetas daquela época.

O filme fica, então, como mais uma amostra do poderio de Hollywood, capaz de grandes produções, dessa vez tendo o 3D como diferencial. Oferece boa reconstituição da época, e alguns destaques: a cena do ataque em alto-mar, por exemplo, é de um realismo raro nas telas.

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Mas, como parece de praxe quando se filma Ben-Hur, toda a ênfase vai para a corrida de bigas, colocada sempre como o ponto alto da trama.

Ben-Hur já virou peça de teatro, minissérie, e foi filmado três vezes. A versão de 1959, dirigida por William Wyller, com Charlton Heston no papel principal, e Claude Heater como Jesus Cristo, ganhou 11 Oscars, incluindo melhor filme, melhor diretor, e melhor ator. E salvou a MGM da falência - o estúdio se encontrava em péssima situação financeira, na época.

Tem ainda no elenco Morgan Freeman, Nazanin Boniadi e Pilou Asbaek como Pôncio Pilatos. Estreia no dia 18 de agosto. #Entretenimento #Cinema